Conhece o grupo do sem seguro? Mondial Assistance, parceira das seguradoras, oferece socorro inédito para quem não tem apólices
MÁRCIO KROEHN

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PARA QUEM PRECISA: Assouline (à esq.) e Jimenez, da Mondial, abrem caminho para seduzir quem precisa de assistência, mas não quer pagar uma apólice de seguro
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QUAL É A IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA que está embutida dentro da apólice de seguro e das faturas de cartão de crédito? Poucos ligam para esse serviço até que ocorra uma emergência. Dan Assouline sentiu na pele a importância quando esquiava na Europa e um tombo provocou uma fratura em uma de suas pernas. Com o sinal do telefone celular disponível, Assouline, presidente da Mondial Assistance Brasil, conseguiu acionar o resgate e ser transferido para um hospital. É essa disponibilidade em prestar socorro e a rapidez de atendimento que fazem a diferença quando uma pessoa está em uma situação desconfortável.
O problema é que a Mondial, uma empresa francesa com faturamento mundial de 1,6 bilhão em 2008, pouco aparece. Itaú Seguros, Liberty, Allianz, entre outras seguradoras, são as marcas que estão na linha de frente. Para mudar esse cartão de visitas, a companhia aposta na oferta direta da assistência para o consumidor, sem descuidar das seguradoras, o seu grande mercado.
Existe no Brasil uma grande quantidade de veículos que circulam sem uma apólice de seguro. O custo muitas vezes impede uma pessoa de proteger o seu carro, embora ela esteja disposta a obter proteção contra alguns inconvenientes como socorro mecânico, guincho e chaveiro. O Mondial abriu uma venda direta para o consumidor em seu site. Com um custo que varia de R$ 10 a R$ 15 mensais, é possível contar com uma assistência em caso de pane do veículo. Só é bom frisar que, caso o carro seja roubado, não há reparação do bem. "As seguradoras se preocupam em indenizar o segurado do prejuízo", diz Assouline. "A assistência minimiza outros custos tangíveis ou intangíveis", completa. A assistência viagem, uma exigência dos países europeus para quem está em trânsito, foi o primeiro canal a ser aberto diretamente com o consumidor. Esse mercado ainda é pouco representativo e novos estudos nos próximos seis meses darão a medida do fôlego de novas coberturas do tipo residencial (eletricista, encanador, chaveiro), nutricional (orientação), funeral e outras.
A companhia vem desenvolvendo há cinco anos aplicativos que tornam a vida da seguradora e do segurado mais simples. Neste mês, a última fase desse projeto entra em funcionamento. A primeira fase foi em 2003, com a instalação de sistemas de GPS em todas as motocicletas que prestam serviço de socorro. Com esse sistema, a Mondial consegue localizar a unidade mais próxima da ocorrência através do imenso mapa que está na central de atendimento aos clientes. Os telefones de toque, como iPhone e BlackBerry, eram a última fronteira para ligar todas as correntes. Agora, quem possuir um desses modelos pode permitir que a Mondial acesse a sua localização e repasse para quem for fazer a assistência. A ferramenta Google Earth permite a quem presta o serviço e ao segurado acompanhar em tempo real a localização e o tempo de atendimento. Em cinco anos, 25% do orçamento de R$ 8 milhões foram direcionados para esse projeto. Essa tecnologia brasileira deve ser, em breve, exportada para outros países.
A novidade encantou os executivos da matriz, que estiveram no Brasil na primeira semana de maio para acompanhar os testes com o equipamento. A primeira seguradora que deverá disponibilizar esse serviço é a Liberty Seguros. O presidente Luis Maurette quer estar com todas as homologações prontas antes do final deste mês. "Estamos entrando em um novo momento para as seguradoras", afirma Maurette. A vantagem é que o cliente poderá realizar todo o pedido de atendimento sem passar por um atendente. Esse autosserviço é feito através de um ícone na tela do iPhone, por exemplo, com a marca da seguradora.
São quatro ou cinco respostas-padrão que possibilitam o envio de atendimento ou remoção do veículo. Caso a pane não seja resolvida no local, há a opção de localizar as oficinas credenciadas mais próximas. "É uma forma de reduzir custos para toda a cadeia", diz Rodrigo Jimenez, diretor comercial da Mondial.
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