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Num momento de desemprego em alta, a PromonLogicalis aumenta seu quadro de funcionários em 10%, em apenas um mês

ROBERTA NAMOUR

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MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
OS RECÉM-CHEGADOS: Eduardo Cardoso, CEO da Promon, recebe Tânia Casa, gerente de RH, Luís Minoru, diretor de consultoria e Guilherme Buzo, estagiário

NUM CENÁRIO ONDE gigantes como Lehman Brothers foram engolidos e ícones do capitalismo como a GM estão despencando, conseguir se manter de pé, já é uma façanha. Façanha maior ainda se essa empresa, num momento de aumento de desemprego, anuncia a contratação de novos funcionários. É exatamente esse momento que vive a integradora de soluções de tecnologia da informação e comunicação PromonLogicalis – resultado da fusão da PromonTecnologia com as operações do grupo britânico Logicalis na Argentina, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Só em janeiro deste ano, a empresa contratou o equivalente a mais de 10% do seu quadro de funcionários – atualmente com 627 profissionais, sendo 327 no Brasil e 300 nos outros países da América Latina –. Em 2008, registrou um aumento de 40% em sua base de empregados. A explicação para isso está nos números do ano passado. Um ano depois da união das operações das companhias, o faturamento saltou de R$ 304,3 milhões para R$ 622,8 milhões. A integradora de TI garante que o bom desempenho é fruto dos projetos alavancados em 2008 e não da soma das receitas das duas companhias. Antes de se juntar à brasileira, a Logicalis não atuava no Brasil. “O mercado em que a gente se posiciona teve um crescimento importante neste ano”, explica Luís Eduardo Sym Cardoso, presidente da PromonLogicalis Latin America. Apesar de atuar em outras áreas, serviços para o segmento de telecomunicações representam uma grande parcela de sua receita. “Só com a implantação da rede 3G, as operadoras investiram muito em suas redes”, afirma Cardoso.

O momento econômico instável também foi um dos responsáveis pelo crescimento do segmento de TI em geral. “Esse tipo de serviço acaba sendo mais requisitado porque ajuda as empresas a economizar e a otimizar seus investimentos nessa área”, explica Adriano Filadoro, consultor de TI e diretor da empresa de tecnologia Online Brasil. A adoção de sistemas de comunicação unificada, como telepresença e ramal remoto, gera queda de custos com transportes e com viagens. Além disso, resulta em maior rapidez na aprovação de projetos. Parte das companhias mantém grandes parques tecnológicos, mas não usam toda sua capacidade. “De 5% a 10% da energia consumida no mundo está dirigida a equipamentos de data centers”, afirma Cardoso. A redução das estruturas de TI, de acordo com a necessidade da empresa, faz esses gastos caírem sensivelmente. “A crise traz dificuldades, mas também oportunidades”, diz o presidente da Promon.

 


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