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A indústria aperta o cinto
Depois da crise, a fila para comprar um jato sumiu e sobram ofertas no mercado de segunda mão

Carolina Guerra

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LEGACY, DA EMBRAER: diminuição na demanda fez com que a empresa reduzisse o quadro de funcionários

O PACOTE DE US$ 700 BILHÕES DO governo americano para sanar a crise mostra que não existe bônus sem ônus. Em um discurso ao Congresso, o presidente Barack Obama disse que "não permitirá que os banqueiros peguem o dinheiro do governo e desapareçam em seus jatos privados". Desde o começo das turbulências na economia, os aviões particulares se tornaram o símbolo da ostentação dos executivos de Wall Street, que na mente da população foram os responsáveis pelo colapso econômico. Para fugir desse estigma, muitos estão vendendo seus jatos usados e quem estava na fila por um novo desistiu. Se antes esperavam-se três anos para comprar um avião particular, hoje se leva a metade do tempo. Mais: a cada cinco jatos existentes no mundo, um está à venda. Uma aeronave era tão desejada que a espera ganhava valor de mercado, fazendo com que algumas pessoas vendessem a posição na fila por até US$ 1 milhão. "O cenário mudou", diz Ricardo Nogueira, vice-presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). "Com a crise, muitos desistiram de comprar e outros alongaram o prazo. A maioria das fabricantes que vendiam de quatro a seis aviões por mês, está vendendo de um a dois. Há muita disponibilidade", explica Nogueira.

Com a redução da demanda, a Embraer cortou 20% do quadro de funcionários. E não foi a única a sofrer revés. A Bombardier prevê neste ano uma queda de 10% em relação ao ano fiscal 2008/2009, quando entregou 232 jatos. A americana Boeing teve 32 encomendas canceladas. A escassez de crédito fez com que os compradores sumissem e isso também pode ser percebido no resultado da GE Capital, responsável pelo financiamento de 1,8 mil aviões no mundo, que apresentou lucro de US$ 12,2 bilhões - US$ 700 milhões inferior ao esperado. Só no Brasil, a empresa respondia por cerca de 60% das carteiras de crédito. "Havia uma demanda excessiva e as fábricas não conseguiam aumentar a produção. A tendência é o equilíbrio", aponta José Eduardo Brandão, diretor comercial da OceanAir Jatos Executivos. "Hoje, para comprar um Global, da Bombardier, leva-se cerca de um ano e meio", diz. "Antes, levavam-se até três anos." Apesar disso os preços de jatos novos continuam iguais.

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