Anuncie
Assine Três
 
  IstoÉ Dinheiro
 
Capa
Imprimir
 
Fortunas no celular
Uma nova geração de empresários enxerga nos aparelhos móveis a chance de lucrar como fizeram os pioneiros da internet. Saiba como você pode surfar nessa onda

AMAURI SEGALLA E CARLOS SAMBRANA

MULTINACIONAL BRASILEIRA

A história do empresário Marcelo Condé, 36 anos, presidente e maior acionista da Spring Wireless, empresa de soluções para celular, se confunde com a de vários empreendedores americanos que fizeram fama e fortuna no Vale do Silício. Só que Condé é brasileiro da gema. Formado em engenharia mecatrônica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ele partiu para os Estados Unidos para cursar MBA em Harvard. Lá, percebeu como os aparelhos de mão, os chamados PDAs e telefones celulares, ganhavam espaço como ferramentas de trabalho para algumas empresas e enxergou uma oportunidade de lucrar com isso. Com uma boa dose de ousadia, Condé voltou ao Brasil em 1999 e bateu à porta de bancos para conseguir um aporte para montar sua empresa. E conseguiu. O Softbank liberou US$ 3 milhões e ele montou sua empresa. “Trabalhamos no desenvolvimento de software para soluções de vendas para empresas, no comércio eletrônico via celular e também no mercado de mobile marketing”, diz Condé.

Hoje, a Spring Wireless conta com uma carteira de mais de 450 clientes de peso como AmBev, Santander, Kellogs, Coca-Cola, e faturou US$ 93 milhões em 2008. “Vamos faturar US$ 130 milhões em 2009”, aposta Condé. Os resultados da Spring Wireless foram tão bons que chamaram a atenção do banco Goldman Sachs e da empresa de venture capital New Enterprise Associates (NEA) que, em agosto do ano passado, compraram 40% da companhia por US$ 63 milhões. Com esse dinheiro, Condé adquiriu a Octo, empresa de mobile marketing, e abriu filiais nos Estados Unidos, na China e na Rússia. No total, a Spring Wireless tem presença em 16 países e tornou-se a maior do setor na América Latina. “A área de mobile marketing tem crescido a uma média de 120% ao ano”, diz Condé. Além de aplicativos, ela desenvolve sites específicos para celular e campanhas SMS. “Mas não elegemos o iPhone como o único meio. Desenvolvemos projetos que funcionem em todas as plataformas”, diz Condé.

AS EMPRESAS NO IPHONE

A febre do iPhone fez brotar um fenômeno na indústria de tecnologia. O telefone passou a ser visto como uma nova plataforma de comunicação entre marcas e consumidores e algumas empresas estão apostando alto no gadget da Apple. “É uma ferramenta muito interessante”, diz Flavio Stadinik, diretor de marketing da marca de cachaça Sagatiba. A empresa acaba de lançar nos Estados Unidos um aplicativo para ser baixado gratuitamente no qual mostra a cultura brasileira, ensina como fazer drinques e apresenta os bares onde a bebida é vendida. “Em breve, teremos esse aplicativo no Brasil”, diz Stadinik.

Outra marca que buscou no iPhone um meio para alcançar um público mais qualificado e aliar a imagem de inovação foi a cervejaria Heineken. Lançado há uma semana, o aplicativo da cervejaria mostra, por meio do sistema GPS, os bares mais próximos e faz a conta de quantas cervejas são necessárias para uma festa. Detalhe: até a última quarta-feira 25, haviam sido feitos mais de cinco mil downloads. “Assim como um veiculo de comunicação que possui credibilidade, nós buscamos o iPhone porque ele passa a imagem de inovação”, diz Flavio Casarotti, vice-presidente de criação da agência de publicidade Fischer América, dona da conta da Heineken.

O mercado financeiro descobriu nos smarthphones uma ferramenta indispensável. O Itaú foi o primeiro banco a apostar no segmento mobile. Desde o ano passado, seus clientes podem fazer transações bancárias no celular.

Também em 2008, a Itaú Corretora se tornou a primeira empresa do Brasil a oferecer serviços de mobile broker. A partir do smartphone, o investidor pode comprar e vender ações. Recentemente, todos os serviços mobile passaram a atender, além dos clientes individuais, as pessoas jurídicas. “O celular possibilita uma agilidade que nenhum outro equipamento oferece”, diz Ricardo Guerra, diretor de canais eletrônicos do Itaú.

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 | 3 | 4
 


Edição Digital
Boletim
Gratuitamente,
receba as últimas
notícias e conteúdo
exclusivo do site.


Capa
Imprimir
   


Busca:
Sites Editora Três

Seções
Capa | Dinheiro Investidor | Dinheiro na Semana | E-commerce | Economia | Entrevista | Estilo | Finanças | Horóscopo | Negócios | Reportagens | Especial | Artigo
Serviços
Fale Conosco | ISTOÉ Dinheiro Digital | Expediente | Anuncie | Assine
Revistas TRÊS
IstoÉ | IstoÉ Dinheiro | IstoÉ Gente | Motorshow | Planeta | Dinheiro Rural | Go Outside | Menu

Gerenciamento de Conteúdo / CMS - ContentStuff.com