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Para pisar e lucrar
A Fademac, dona da Paviflex, é vendida para a Tarkett, que passa a ter no Brasil a sua base de expansão regional

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FORTUNA EM PISOS: com o negócio, a francesa engorda em R$ 90 milhões o seu faturamento

NOS ÚLTIMOS MESES, uma movimentação ganhou corpo na sede da Fademac, em São Paulo, empresa dona das marcas líderes Paviflex e Decorflex. Os executivos da fabricante Tarkett saíam de Nanterre, norte da França, e passavam dias ali, em encontros fechados e visitas à fábrica, em Jacareí, a uma hora do escritório. O que estava sendo acertado era a venda da Fademac, controlada pelo grupo belga Etex, para a multinacional francesa por valor não revelado. Com a operação, a Tarkett, uma das maiores fabricantes de pisos vinílicos do mundo, monta a sua primeira base industrial e logística na América do Sul. A partir do Brasil, a companhia pretende atender mercados como Argentina e Peru - as exportações respondem por mais de 10% das vendas da Fademac hoje. "Vamos ampliar o portfólio e trazer novidades para cá. Não seria possível crescer sem ter uma operação aqui", disse à DINHEIRO Alexandre Stordeur, vice-presidente mundial da Tarkett, empresa de 2,1 bilhões de euros e 28 fábricas no mundo.

Nas próximas semanas, a empresa deve fazer uma integração das estruturas das duas companhias no País. Walter Gonçalves, atual presidente da Fademac, se manterá no cargo, assim como todo o corpo diretivo da empresa, com 219 empregados. A Tarkett já atuava no País por meio da importação de mercadorias e tinha como distribuidora a Fademac, com receita anual por volta de 28 milhões de euros, cerca de R$ 90 milhões. Até por conta dessa relação comercial, a aproximação (feita pelos franceses) acabou sendo quase inevitável, diz Stordeur. Com a operação, os belgas da Etex embolsaram recursos numa hora delicada para o grupo. Dados publicados em dezembro mostravam vendas praticamente estáveis (alta de 1%), lucro em queda (27%) e caixa mais magro (redução de 14%) até julho de 2008. Eram as atividades na América Latina, com expansão acima de 6% ao ano, que ajudavam a manter o faturamento em alta. Agora, é a Tarkett que vai ficar com esse pedaço do bolo.

Adriana Mattos

 


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