O mouse vai à bolsa DINHEIRO convida três protagonistas do mercado para avaliar a qualidade de quatro sites criados para auxiliar o investidor internauta
MÁRCIO KROEHN E MILTON GAMEZ
Cada vez mais, novos investidores se aventuram em aplicações de maior risco para compensar a queda dos juros. Somente na Bovespa, cerca de 120 mil pessoas físicas já utilizam o sistema Home Broker, que permite a negociação de ações pela internet. Também há milhões de investidores em fundos, que nem se lembram mais da velha caderneta de poupança. A maioria dos novatos e muitos veteranos usam a internet como principal fonte de informações antes de decidir o que fazer com o dinheiro. Mas será que os sites de investimentos dão conta do recado, sanam todas as dúvidas e realmente ajudam a investir melhor? Para responder a essa pergunta, DINHEIRO convidou três protagonistas do mercado financeiro. Um gestor, um consultor e um investidor.
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| ALEXANDRE PÓVOA, O GESTOR: sócio da Modal Asset Management, empresa de investimentos do Banco Modal, com sede no Rio de Janeiro |
FABIANO CALIL, O CONSULTOR: economista especializado em gestão financeira para pessoas físicas |
LÉO MUTCHNIK, O INVESTIDOR: administrador de empresas, investe em ações pela internet desde outubro de 2006 |
A missão dos três – Alexandre Póvoa, gestor da Modal Asset Management, Fabiano Calil, consultor financeiro, Léo Mutchnik, investidor – foi avaliar quatro sites e identificar seus pontos fortes e fracos. O objetivo não foi produzir um ranking dos melhores e piores, mas testar a utilidade e a qualidade das informações e apontar as seções e ferramentas mais interessantes. Os escolhidos foram o “Portal do Investidor”, lançado em junho pela Comissão de Valores Mobiliários; o “Como Investir?”, da Associação Nacional dos Bancos de Investimento; o site da Bovespa e, por fim, o do Instituto Nacional do Investidor (INI). Os três primeiros, ligados a órgãos institucionais, são de uso gratuito. O site do INI é independente e exige que o usuário se associe. Mediante taxas anuais de R$ 75 a R$ 150, os internautas têm acesso a livros, software de análise de ações, informações sobre empresas listadas na Bolsa, orientadores on-line e chats com outros investidores. O resultado das avaliações você acompanha nas tabelas desta reportagem.
De um modo geral, os quatro sites tiveram a qualidade das informações aprovadas. Ficou evidente, porém, que nem todos têm a eficácia para os diversos tipos de usuários. Enquanto os especialistas Póvoa e Calil consideraram alta a utilidade do Portal do Investidor na decisão de investir, o investidor (público- alvo da CVM) Mutchnik avaliou como baixa. “As informações são muito básicas. E a decisão de investir é muito mais complexa”, diz Mutchnik. E o site da Bovespa, que para Mutchnik tem alta utilidade no processo decisório, é de média utilidade na opinião de Póvoa. Para o gestor, os quatro sites pecam em um quesito: falta de conexão com o mundo. “Numa economia globalizada, isto é muito importante”, diz.
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