Veja outros sites:
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 Reportagens
 Testes
 Galeria de fotos
 Horóscopo
 Seu trabalho
 Dicionário
 Especiais
 Editorias
 E-Commerce
 Economia
 Entrevista
 Estilo Dinheiro
 Finanças
 Negócios
 Seu Dinheiro
 Seções
 Editorial
 A Semana
 Cobiça
 Empresas do bem
 Mercado digital
 Mídia & Cia
 Moeda forte
 Poder
 Cartas
 Busca
 Procure outras matérias
 Edições anteriores
 Assinaturas
 Expediente
 Publicidade
 Fale conosco
Assine a Newsletter

  CONSUMO  
NO MUNDO DA LUA
Empresa dos EUA oferece vôos com gravidade zero, onde
os passageiros flutuam como os astronautas da Nasa

Clique aqui para comentar esta reportagem

Galeria de fotos Chegou o turismo espacial

Por Juca Rodrigues

No ar: Peter Diamandis, fundador da Zero Gravity,
em teste de vôo

Está chegando a hora do cidadão comum viajar ao espaço. A FAA, órgão governamental que regula a aviação comercial nos Estados Unidos, está prestes a aprovar os vôos parabólicos turísticos. Os passageiros que neles embarcarem vão experimentar a gravidade zero, exatamente como ocorre no treinamento dos astronautas da NASA. A liberação dos vôos foi pedida à FAA pela companhia Zero Gravity Corporation, que além do turismo tem com alvos a indústria de entretenimento (filmes para cinema e TV), os programas de incentivo empresarial e a pesquisa científica.

Se aprovados, os vôos marcarão a entrada da iniciativa privada no negócio. Atualmente, apenas o governo da Rússia oferece oportunidade parecida.

O roteiro dos americanos parece interessante. Por cerca de US$ 4 mil, os candidatos a Neil Armstrong embarcam em um Boeing 727 cargueiro especialmente preparado para servir de “ônibus espacial”. Após atingir uma altura que varia entre oito e dez mil metros, o avião inicia uma série de subidas e descidas em ângulo bem inclinado, as parábolas. O efeito de gravidade zero se dá por 25 a 30 segundos quando a aeronave está no topo dessas curvas. É aí que o passageiro literalmente flutua. Os vôos duram aproximadamente duas horas e incluem 20 parábolas. O cardápio de bordo tem uma opção a la Marte, onde se desfruta a gravidade do planeta vermelho e outra lunar, esta dando ao turista a sensação de pisar no satélite da Terra.

Qualquer pessoa está apta a voar. A única exigência aos candidatos
é um atestado médico garantindo que não tenham problemas cardíacos, musculares ou ósseos. As limitações, segundo a Zero Gravity, são as mesmas observadas nos brinquedos radicais dos parques de diversões.

Corrida do ouro espacial

O turismo espacial é promessa desde os anos 50. Na época, a companhia de aviação Pan Am chegou a reservar lugares para viagens à Lua que ocorreriam no final da década de 80. Mas o negócio não evoluiu tão rápido assim. Fora a cadela Laika, alguns chipanzés e os astronautas profissionais, apenas duas já pessoas foram ao espaço sideral, ambos multimilionários: Dennis Tito, um americano de 60 anos e Mark Shuttleworth, jovem empreendedor de internet sul-africano.
As viagens, que custaram US$ 20 milhões cada, foram feitas nas velhas naves russas Souyz e tiveram como destino a Estação
Espacial Internacional.

Passar as férias a centenas de quilômetros de altura parece insanidade. Mas, para alguns, levar a economia de mercado a um destino turístico que fica pra lá da estratosfera não é algo tão distante. Em 1996 foi criada a Fundação X-Prize, ONG americana que vai premiar com US$ 10 milhões o melhor projeto de nave turística espacial. A idéia é impulsionar essa indústria das galáxias e mais de 20 projetos de sete países já foram inscritos. Leva a bolada quem conseguir, sem dinheiro público, construir e lançar uma espaçonave com três passageiros a 100 quilômetros de altura, retornar com segurança à Terra e repetir a dose em no máximo duas semanas com o mesmo veículo. A X-Prize tem apoio e financiamento de empresas privadas e pessoas como o ator Tom Hanks, os escritores Arthur C. Clarke e Tom Clancy e os ex-astronautas John Glenn e
Buzz Aldrin.

E então, vamos dar uma volta nos anéis de Saturno?

ENQUETE

Você odeia
os EUA?

• Sim
• Não
• Mais ou menos
Vote aqui
FÓRUM

Pesquisa do IBGE revela que quase metade dos brasileiros não
come o suficiente. Enquanto isso, a
PF prendeu vários funcionários do Ministério da Saúde, acusados de desviar R$ 2 bilhões de reais desde 1990. Que tal?

 

© Copyright 1996/2004 Editora Três