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BEM-ME-QUER |
| Flor
brasileira busca fórmula para atrair mais consumidores
e procura caminho do mercado externo, estimado em US$ 7 bilhões |
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Por Alexandre Bello
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O brasileiro
adora dar flor de presente. O mercado varejista de flores no País
movimenta R$ 1,245 bilhão por ano. Motivos de sobra para os produtores
e floristas sorrirem à toa para o freguês, certo? Errado. Um estudo
recente mostra que esse hábito de consumo, na verdade, acaba murchando
o setor. "O mercado está limitado às datas comemorativas como o
Dia das Mães, Finados e festas de finais de ano. Se o consumidor
tivesse o hábito de comprar flores para uso próprio freqüentemente,
haveria mais negócios para as floriculturas e o mercado cresceria",
afirma o consultor de marketing para floriculturas, Augusto Aki,
que em julho lançou em Holambra os livros Bússola da Comercialização
para Produtores Ornamentais e Nichos de Mercado para Ornamentais
O desafio principal é estimular a compra de flores. De acordo com
o estudo, um brasileiro gasta, em média, R$ 6,77 com flores por
ano, valor baixo se comparado aos maiores consumidores do mundo,
os europeus, que gastam per capita cerca de US$ 120 por ano. As
datas especiais movimentam 90% das vendas no varejo, ou seja, o
consumidor geralmente transforma um vaso ou buquê no presente principal,
ou então, abre mão de comprar flor. Só o Dia das Mães movimenta
R$ 280 milhões, correspondentes a 23% do volume total de vendas
no varejo. Em alguns países da Europa, o panorama se inverte: o
consumo para uso próprio atinge cerca de 50% das vendas. "O Brasil
é um mercado promissor, mas os floristas e produtores precisam ter
mais capacitação comercial para atrair os brasileiros", diz o consultor.
"De maneira geral, as técnicas de produção e a venda dos produtos
ainda não estão em estágio maduro."
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Expoflora:
feira espera
250 mil pessoas |
Festa
da flor - As feiras são uma ferramenta importante para
despertar o consumo dos brasileiros. A mais famosa delas é a Expoflora,
que acontece de 29 de agosto a 22 de setembro, de quinta a domingo,
em Holambra, cidade situada a 130km de São Paulo. O nome Holambra
nasceu da junção das iniciais das palavras Holanda, América e Brasil.
A cidade foi colonizada por imigrantes holandeses, que vieram para
o Brasil após a Segunda Guerra Mundial, em 1949. Eles transformaram
a região num dos principais pólos de produção de flores e plantas
do país. "A Expoflora é um instrumento de marketing poderoso para
fomentar o consumo de flores e plantas. As pessoas vêm até aqui, sentem
vontade de representar os jardins nas suas casas e acabam criando
o hábito de cultivar e plantar", afirma Paulo Fernandes, da comissão
organizadora do evento.
Este ano, a feira espera receber a visita de 250 mil pessoas, que
vão até lá para apreciar o trabalho realizado pelos produtores
locais e conhecer a cultura holandesa. Os organizadores investiram
R$ 3 milhões na festa deste ano. A região metropolitana de Holambra
espera faturar cerca de R$ 8 milhões, contabilizando os 16 dias de
evento e os negócios gerados pelo turismo (veja
opções de hotéis, pousadas e passeios).
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