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LIMPEZA NAS PRATELEIRAS |
A
partir de agosto estará proibida a venda de um dos produtos
mais usados pelo consumidor brasileiro, o álcool líquido. No
seu
lugar, entra o gel |
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Por Alexandre Bello
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| Modernidade:
novo álcool em gel chega ao mercado com novas fragrâncias
e cores |
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Uma
mudança nas prateleiras dos supermercados promete transformar
radicalmente o hábito de limpeza nas casas dos brasileiros.
O famoso álcool líquido de garrafa usado para dar
brilho e tirar a sujeira dos utensílios domésticos
sairá das gôndolas no próximo mês. Uma
resolução da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) proíbe a venda do famoso produto
de limpeza, a partir do dia 21 de agosto. Após a data, a
venda de álcool puro ou diluído só será
permitida nas farmácias e drogarias em embalagens de até
50 mililitros.
O candidato
mais forte para roubar o seu posto é o seu irmão mais
novo: o álcool em gel. A substituição, entretanto,
gerou uma verdadeira briga de família para ver quem vai abocanhar
um mercado que movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano,
segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Envasadores
de Álcool (Abraspea).
A
empresa anglo-holandesa Reckitt Benckiser, maior companhia do mundo
no setor de higiene e limpeza, saiu na frente nesta batalha. A multinacional
está lançando 20 produtos e sua menina dos olhos é
justamente a nova linha de álcool em gel, agora com novas
fragrâncias, que chegará aos supermercados nas marcas
Veja e Lysol. A idéia é causar uma reviravolta no
mercado de álcool. A tarefa não será fácil.
Atualmente, a participação de álcool em gel
no setor é de apenas 6%. Por isso, a empresa investirá
R$ 5 milhões na divulgação do produto.
A medida
serviu de combustível para a Reckitt, que foi a primeira
empresa a colocar no mercado brasileiro o álcool em gel para
higiene do lar, em outubro de 2001. "Como o álcool líquido
desaparecerá das prateleiras, nós acreditamos que
os consumidores migrarão para o álcool em gel. Eles
não vão mudar de hábito porque estão
acostumados a usar o álcool na limpeza", afirma o diretor
de marketing da Reckitt Benckiser, Camillo Pane.
De
acordo com o executivo, a substituição dos produtos
será progressiva. Apesar disso, a expectativa é que
o álcool em gel movimentará de R$ 150 a R$ 170 milhões
no próximo ano, sendo a poderosa marca Veja responsável
por 30% da fatia do mercado, apesar do possível aumento da
concorrência.
Queimaduras
O principal
objetivo da resolução que foi divulgada pelo ex-ministro
da Saúde, José Serra, em fevereiro deste ano - este
foi um de seus últimos atos antes de entrar na corrida pela
presidência da república -, seria diminuir o número
de acidentes domésticos com queimaduras provocadas pelo álcool
líquido. Segundo a Sociedade Brasileira de Queimadura (SBQ),
aproximadamente 45 mil crianças são queimadas por
álcool todo ano.
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