| xxxxxxx xxxxxxx |
 |
Vantagem O ganho estará na
diferença entre a tarifa de administração cobrada e
o custo ao operar no Tesouro Direto |
 |
|
| |
O
mapa do tesouro
Comprar títulos do
governo pela internet pode sair tão caro quanto os fundos
DIs oferecidos no varejo. Confira as melhores taxas do mercado
por aline lima

por aline lima
Desde que foi concebido, em 2002, o Tesouro Direto carrega
a promessa de democratizar o investimento em renda fixa no
Brasil. Através do sistema de negociação
de títulos do governo pela internet, quem tem R$ 200
para aplicar consegue obter a mesma taxa de rendimento de
uma pessoa com R$ 200 mil disponíveis para a mesma
operação. Lá estão os mesmos papéis
que compõem as carteiras dos fundos de renda fixa.
Mas o que parecia ser uma alternativa eficiente às
altas taxas de administração cobradas pelos
fundos DIs oferecidos no varejo acabou revelando-se, em alguns
casos, uma falsa promessa. Há corretoras, especialmente
aquelas ligadas a grandes bancos privados, que estão
exigindo tarifas salgadas para liquidar a operação,
sua única função. “O Tesouro Direto
provou, na prática, ser forte concorrente para esses
fundos”, constata Rafael Paschoarelli, professor da
Faculdade de Economia e Administração da USP.
Para encontrar taxas atrativas, é preciso vasculhar.
DINHEIRO mostra, aqui, quais as tarifas praticadas pelas principais
instituições habilitadas a intermediar as operações
do Tesouro Direto (confira tabela). Ao comprar títulos
do governo pela internet, o investidor terá, além
do imposto de renda, basicamente outros dois custos: a taxa
da CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação
e Custódia), de 0,4% ao ano sobre o valor aplicado,
igual para todos, e o preço cobrado pelo banco ou corretora
selecionada. O ganho do investidor estará na diferença
entre a taxa de administração cobrada pelo banco
– que nos fundos de varejo pode chegar a 5% ao ano –
e o custo ao operar no Tesouro Direto. Para os especialistas,
o ideal é que ele não ultrapasse 1% ao ano,
valor médio da taxa de administração
de fundos conservadores que exigem aportes iniciais volumosos,
acima de R$ 100 mil.
Dentre as alternativas disponíveis no mercado, a
mais atraente é, sem dúvida, a corretora Socopa,
que optou por não cobrar pelo serviço. Lá,
o Tesouro Direto é considerado uma atividade complementar
ao negócio principal da corretora – a compra
e venda de ações. “Nossos clientes usam
o Tesouro como margem de garantia para as operações
em bolsa”, explica Marcos Monteiro, diretor da Socopa.
Ele lembra, no entanto, que o serviço está aberto
a todos. “O investidor do Tesouro Direto que algum dia
vier a se interessar pela renda variável provavelmente
nos dará preferência”, diz.
Além das tarifas cobradas pelas corretoras, o investidor
precisa estar atento a outros fatores se quiser maximizar
seu ganho no Tesouro Direto. É importante, por exemplo,
escolher um título público com prazo de vencimento
compatível com o momento que deseja usar o dinheiro.
Não vale a pena ficar menos de um ano com a aplicação,
pois as taxas anuais de custódia da CBLC e de liquidação
da corretora são cobradas na frente, no ato da compra.
Carla Barreto, gerente executiva da diretoria de varejo do
Banco do Brasil, alerta também para os riscos envolvidos
na aquisição de papéis prefixados, como
as campeãs de venda LTNs. “Quem compra um título
prefixado aposta que o valor que receberá ao fim do
prazo será maior que a Selic”, explica Carla.
“Mesmo com a tendência de queda da taxa de juro,
é preciso estar atento a qualquer solavanco no mercado
ou até mesmo a uma mudança na trajetória
da Selic. Assim, poderá decidir a tempo se fica ou
não com os papéis.” 
 |
 |
Onde
investir em 2007 Aplicando
R$ 5 mil em LTN com vencimento em 01/01/2009, o investidor
terá os seguintes retornos, dependendo da instituição
escolhida:
 |
Instituição |
Corretagem |
Valor no
resgate |
Retorno
líquido* |
 |
Socopa |
não cobra |
R$ 6.117,79 |
10,46% |
 |
Ágora |
0,23% ao ano |
R$ 6.106,45 |
10,23% |
 |
Fator |
0,25% ao ano |
R$ 6.105,47 |
10,21% |
 |
Hedging-Griffo |
0,25% ao ano |
R$ 6.105,47 |
10,21% |
 |
HSBC |
0,33% ao ano |
R$ 6.101,52 |
10,13% |
 |
Unibanco |
0,35%
ao ano |
R$ 6.100,53 |
10,11% |
 |
| Banco Real |
0,40% ao ano |
R$ 6.098,07 |
|
 |
Caixa Econômica |
0,40%
ao ano |
R$ 6.098,07 |
10,06% |
 |
Banco do Brasil |
0,50% ao ano |
R$ 6.093,14 |
9,96% |
 |
Petra Corretora |
0,50% ao ano |
R$ 6.093,14 |
9,96% |
 |
Itaú Personnalité |
3% ao ano +
R$ 25,21 |
R$ 5.939,75 |
7,50% |
 |
Bradesco |
4% ao ano +
25,00 |
R$ 5.890,92 |
6,54% |
 |
Itaú |
4%
ao ano + R$ 25,21 |
R$ 5.890,68 |
6,54% |
 |
| *Considerando-se alíquota de 15%
de IR e taxa de 0,4% ao ano da CBLC
Fonte: Tesouro Direto
|
 |
|
|