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Inovação:
A fabricante de produtos de beleza emprega cinco milhões
de mulheres, vende um batom a cada três segundos e fatura
US$ 7,7 bilhões por ano |
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Ler
& ver
Os livros que mostram
como as riquezas são criadas e mudam de mão ao longo das décadas
servem para compreeder a economia

Por carlos sambrana
À frente de seu tempo
Como a Avon revolucionou
a indústria dos cosméticos ao recrutar um exército de mulheres
para vender de porta em porta
Em 1886, três décadas antes de as mulheres americanas
conquistarem o direito ao voto, o empresário David
McConnel iniciava uma das mais lendárias histórias
do mundo dos negócios. Para vender perfume de porta
em porta, ele recrutou um exército de mulheres acostumadas
apenas a fazer os trabalhos domésticos. Nascia, então,
a Avon. A saga dessa empresa que fez escola e inaugurou um
modelo de negócios totalmente inovador é o ponto
de partida do livro Avon – a história da primeira
empresa do mundo voltada para a mulher, escrito pela americana
Laura Klepacki e editado pela Best Seller. Com 269 páginas,
é uma leitura rápida e didática sobre
a gigante dos cosméticos que foi classificada pela
revista Fortune como uma das 50 melhores empresas para as
minorias. Afinal, desde a sua fundação, a empresa
empregou 40 milhões de mulheres. Hoje, com uma equipe
de vendas de cinco milhões de revendedoras espalhadas
por mais de 100 países, ela realiza 1,6 bilhão
de transações anuais, vende um batom a cada
três segundos e fatura US$ 7,7 bilhões. Um caso
de sucesso que, definitivamente, virou modelo.
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Crescimento
Histórico: Desde 1980, o país com 1,3
bilhão de habitantes cresce a uma média anual
de 25% |
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O gigante que
assusta o mundo
O que faz as potências
temerem a China
Quando George W. Bush assumiu a presidência dos Estados
Unidos, em 2001, ele declarou abertamente que a maior
ameaça à hegemonia americana era a China. O país, com
uma população de 1,3 bilhão de habitantes, é visto por
toda a comunidade internacional como a grande potência
dos novos tempos. Comandado com mãos de ferro pelo Partido
Comunista, o país iniciou o processo de abertura econômica
na década de 1980 e, nos últimos 25 anos, registrou
um crescimento médio de 9% ao ano. Toda a história desse
tigre asiático pouco entendido pelo Ocidente é minuciosamente
contada no livro China: uma nova história, dos americanos
John King Fairbank e Merle Goldman. Eleito livro notável
pelo The New York Times, ele disseca a cultura chinesa
e os principais problemas e desafios dessa potência
como, por exemplo, a questão da agricultura. A China,
dona de 23% da população mundial, tem apenas 7% das
terras cultiváveis do planeta. Trata-se de leitura obrigatória
para quem pretende entender as engrenagens da economia
chinesa.
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J.P. Morgan:
O banqueiro, que até hoje é sinônimo de poder,
ditou as regras no mercado financeiro mundial
na virada do século XIX |
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A gênese do
capitalismo americano
Como quatro magnatas
construíram as bases do império econômico dos Estados
Unidos
Não há como falar sobre o colosso industrial em que
os Estados Unidos se transformaram no fim do século
XIX sem mencionar os precursores dessa virada. O barão
do aço Andrew Carnegie (1835-1919), o barão do petróleo
John D. Rockefeller (1839-1937), o barão das ferrovias
Jay Gould (1836-1892) e o barão das finanças J.P Morgan
(1837-1913), jocosamente chamados pela imprensa americana
de “Os Barões Ladrões”, praticamente inventaram a economia
daquele país. A história, com riqueza de detalhes, é
contada no livro Os Magnatas, do escritor americano
Charles R. Morris, da editora L&PM. Nas 375 páginas,
é possível ver, além da história desses gigantes do
capitalismo cujos sobrenomes representam poder até os
dias de hoje, como as invenções e inovações tecnológicas
criadas pelos americanos mudaram o mapa da riqueza mundial.
De acordo com o autor, os Estados Unidos ultrapassaram
a produção industrial da Grã-Bretanha, até então a grande
potência, no fim da década de 1880. A partir daí assistiu-se
a um crescimento espetacular do país cuja economia,
às vésperas da Primeira Guerra Mundial, já representava
o dobro da britânica. |
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