Foto: Ana Paula Paiva

Peduti (de terno) e Souza: Wappa e Coopertax firmaram acordo para pagar corridas de táxi pelo celular.

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Pague com seu celular
Transações financeiras pelo telefone deixam de ser ficção e começam a conquistar usuários brasileiros


Por mariana ditolvo

O velho golpe do “Ih! Esqueci a carteira!” está com os dias contados. Serviços cotidianos, como pedir pizza, abastecer o carro e pagar a corrida de táxi já podem ser quitados pelo celular. E, no que depender das empresas criadas para fazer pagamentos pelo telefone móvel, em poucos anos a carteira vai virar objeto de museu. Uma dessas empresas é a Wappa, que implantou, entre outros, o serviço de pagamentos de táxi pelo celular. Voltada por enquanto para o mercado corporativo, a Wappa fez uma parceria com a Coopertax, cooperativa de taxistas que atua na cidade de São Paulo. Os 424 filiados já aceitam – e os motoristas até preferem – que as corridas sejam pagas pelo celular. O processo é simples, através do SMS, conhecido como torpedo. O cliente digita o valor da corrida, a identificação do taxista e o número da sua senha pessoal. Depois envia a mensagem para um número da Wappa, que credita o valor ao motorista. Pronto! O débito é feito numa conta pré-paga. “Não temos mais que nos preocupar com recibos”, diz Nilton de Souza, diretor da Coopertax. Para se ter uma idéia, apenas o Unibanco, que aderiu ao serviço, gasta R$ 500 mil mensais com esse tipo de transporte. E o que fazer se o torpedo demorar a chegar? “Conseguimos priorizar nossas mensagens junto às operadoras”, diz Luiz Peduti, sócio da Wappa. “Não há esse risco.”

Já a operadora de telefonia Oi transformou o celular em cartão de crédito. Disponível na cidade de Natal, a tecnologia é aceita em 200 estabelecimentos, inclusive em serviços de delivery. “Quando o cliente pede uma pizza, pode pagar imediatamente pelo celular”, conta Leonardo Caetano, diretor de m-payment da Oi. “É só esperar a entrega.” Até 2008, os 12 milhões de clientes da operadora poderão aderir ao modelo. Outra alternativa é a M-Cash. Em vez de SMS, o serviço funciona por ligações telefônicas. O objetivo é focar no comércio eletrônico, que movimentou R$ 1,7 bilhão no primeiro semestre do ano. Já aceito pelos sites Americanas.com e Sack’s, o sistema permitirá algo inédito na internet: que as compras sejam debitadas, na hora, da conta do usuário. “Esperamos movimentar R$ 3,5 bilhões em três anos”, diz Gastão Mattos, presidente da empresa. Em teste com funcionários do HSBC, o sistema já completou 400 transações, no valor de R$ 25 mil.

R$ 3,5 bilhões é quanto a M-Cash, uma das empresas a oferecer serviços para celular, espera movimentar em três anos.