| Arte: Evandro
Rodrigues |
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Busca-se
justiça
Google Brasil desafia
Ministério Público e recusa-se a apontar criminosos que usam
seu serviço

Por Mariana Ditolvo
Como no resto do mundo, o Google chegou ao Brasil desfrutando
de uma imagem fartamente positiva. Afinal de contas, o serviço
de buscas facilitou a vida do internauta e o site de relacionamento
Orkut, que pertence ao Google, foi adotado por 15 milhões
de usuários brasileiros. Mas a empresa tem sofrido
golpes duros que podem, inclusive, abalar a marca no País.
Passados pouco mais de dois meses da inauguração
do escritório no Brasil, o Google enfrenta a Justiça
brasileira numa discussão que gira em torno do site
do Orkut. Com centenas de comunidades de pedofilia, racismo
e nazismo, o endereço já foi alvo de mais de
100 mil denúncias desde que começou a operar
no País. Apenas entre janeiro e abril desse ano, a
Safernet, organização não governamental
que prega o bom uso da tecnologia, afirma ter recebido 9,9
mil denúncias contra pornografia infantil na rede.
Dessas, 9,1 mil diziam respeito ao Orkut. Diante disso, o
Ministério Público Federal exige que o Google
repasse à Justiça informações
sobre usuários de sites que veiculam mensagens criminosas.
O Google Brasil, porém, alega não possuir acesso
aos cadastros, uma vez que os bancos de dados ficam na matriz,
na Califórnia. Dizem que a operação aqui
é apenas comercial – o que equivale dizer que
a empresa não tem responsabilidade moral ou técnica
sobre os serviços que coloca no ar no Brasil. “Estão
sendo inconseqüentes em não colaborar”,
diz Osmar Kaminski, advogado especializado em crimes pela
rede. Em razão disso, o MP encaminhou ação
civil à filial, ameaçando puni-la, em última
instância, com o fechamento do escritório. “O
Google não é o único a ter esses problemas.
O que falta é uma lei específica ao cybercrime.
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