| Foto: Daniel Wainstein |
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DR. Chao Wen:
tecnologia pode evitar diagnósticos equivocados. |
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Medicina
digital
A Universidade
de São Paulo vira campo
de testes para o atendimento médico à distância

Por Mariana Ditolvo
Apesar de estar na vanguarda da pesquisa científica,
a medicina foi uma das últimas áreas no Brasil
a mergulhar no mundo da informática. Aos poucos, no
entanto, a tecnologia começa a invadir os hospitais
e as novidades não se restringem a sistemas de gestão
mais eficientes. A Faculdade de Medicina da Universidade de
São Paulo (FMU-USP) transformou-se num campo de testes
para as mais variadas inovações, principalmente
em telemedicina, nome dado à medicina à distância.
Há pouco mais de um ano, a faculdade está testando
um equipamento chamado Front Line, em que pacientes atendidos
em situação de emergência são acompanhados
pelo médico do pronto-socorro ainda na ambulância.
Foto:
Daniel Wainstein |
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Videoconferência:
à distância, médicos trocam informações. |
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Munido de uma câmera e um pequeno microfone para comunicação,
o paramédico mostra a situação do paciente
e passa seu quadro clínico ao médico da emergência.
Já no caminho, é possível perceber se
a vítima precisa de cirurgia. “Com esse sistema
pode-se evitar procedimentos equivocados”, diz Chao
Lung Wen, coordenador de telemedicina da USP. Educação
à distância, acompanhamento de casos, busca de
novas opiniões em teleconferências e até
mesmo humanização fazem parte do apelo da telemedicina:
a enfermeira entra na UTI com um Tablet PC e, por meio de
áudio e imagem, o paciente internado fala e vê
os familiares. “Isso pode influenciar na recuperação
do paciente”, diz Maurício Bouskela, diretor
de negócios da Intel. Os ganhos vão além
da saúde. “Investimentos em infra-estrutura tecnológica
podem reduzir em 50% os gastos com saúde, que no governo
giram em torno de R$ 8 bilhões por ano e no setor privado
são de R$ 25 bilhões”, afirma Wen. 
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