| Arte:
Evandro Rodrigues |
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1,2 mil: são
as empresas clientes da Biomist. A lista inclui Levi’s,
Bayard, Toyota e LG |
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A
indústria do cheiro
Conheça a Biomist,
empresa que produz fragrâncias para aromatizar lojas, bancos
e fábricas. Ela garante que o marketing olfativo dá resultado

Por denise ramiro
Fosse um desenho animado a cena seria mais ou menos assim:
o personagem passa em frente à loja e uma “nuvenzinha”
com cheiro de chocolate invade seu nariz. Inebriado, ele entra
no estabelecimento e sai com uma sacola cheia de guloseimas.
O curioso nessa história é que, com exceção
da “nuvenzinha”, a cena acima é real e
vem se repetindo com freqüência nas lojas da Kopenhagen.
“Registramos um aumento de 37% nas vendas da Páscoa
neste ano”, comemora Renata Moraes, vice-presidente
da Kopenhagen. O bom desempenho é fruto, entre outras
iniciativas, da aposta da empresa numa nova ferramenta que
está virando mania. Trata-se do marketing olfativo,
uma estratégia que visa dar identidade à marca
e conquistar a fidelidade do cliente pelo cheiro. “Nosso
objetivo com o marketing olfativo é atrair novos clientes
e aumentar o valor do tíquete médio em 10%”,
diz Renata. O aroma irresistível que sai dos pontos
de venda da Kopenhagen não vem dos produtos. É
obra da Biomist, empresa especializada no desenvolvimento
de fragrâncias. Desde sua inauguração,
em 2000, a Biomist já formou uma carteira com 1.200
clientes, que inclui nomes como Santander, Bayard, Toyota,
Levi´s e LG. Em cinco anos, a empresa já atingiu
faturamento de R$ 1 milhão, mantendo crescimento anual
de 60% ao ano.
O autor da idéia é Julio Yoon, um ex-funcionário
da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia.
Ele chegou ao Brasil em meados dos anos 90, gostou do País,
achou a economia promissora e, quando a Coréia o chamou
de volta, resolveu ficar. Mas era preciso arrumar algo para
fazer. Entre as opções, pensou em produzir embalagens
para salgadinhos, “que são muito ruins no Brasil”,
ou colete à prova de bala, outro ramo promissor. Mas
se encantou mesmo com o marketing olfativo. “A idéia
surgiu de uma conversa com um amigo que trabalha na Samsung.
Ele me disse que a sede da empresa na Coréia era aromatizada”,
conta Yoon. Entusiasmado com a novidade, o coreano estudou
empresas do gênero nos Estados Unidos, em Londres e
Nova York. Em seguida, fez parcerias com casas de fragrâncias
internacionais, como Firmenich, Belmay e Biointer, que atendem
a grandes grifes como Calvin Klein, Dior e Hugo Boss. “Nosso
papel é ligar o aroma à marca”, diz Yoon.
Segundo ele, o resultado vem da escolha do cheiro certo. Ele
lembra que um de seus clientes, a rede de materiais esportivos
Bayard, usou em suas lojas uma fragrância de pêssego
para inspirar os clientes no Dia dos Namorados. “Não
deu certo, eles perderam o foco do negócio. O aroma
não tinha relação com o mundo do esporte”,
explica o dono da Biomist. Os parceiros voltaram ao trabalho
de pesquisa até chegar à formula certa. Decidiram
desenvolver um aroma que remetesse ao Parque do Ibirapuera.
Para quem não é de São Paulo, cabe a
explicação. Esse é o principal parque
da cidade, onde muitos paulistanos fazem exercícios
diariamente, justamente a clientela da Bayard. Bingo! A fragrância
com cheiro de natureza encheu as lojas Bayard. Já para
o banco Santander, foi encomendado um aroma de lavanda para
acalmar os profissionais da “mesa de operações”.
A Biomist vende pacotes anuais, em duas versões.
Para ambientes menores, de até 400 metros quadrados,
é instalado um equipamento onde é colocada a
fragrância. Para locais mais amplos, o aroma é
colocado no ar-condicionado central. O custo varia de R$ 780
a R$ 4.800,00, dependendo do número de trocas e do
tipo de equipamento. Se depender de uma pesquisa realizada
pela Smell and Taste Tratament and Reserch Foundation, entidade
americana que estuda a influência dos cheiros e do humor
no comportamento das pessoas, passar perfume na marca dá
resultado. Numa experiência feita no Cassino do Hotel
Hilton, de Las Vegas, as apostas cresceram 45,1% durante os
três fins de semana em que o ambiente foi aromatizado
com notas que estimulam a confiança. Nada mal. 
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