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Paula Paiva |
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Maria Inês Poli, gerente
de marketing: "Não vamos entrar na guerra
de preços. Nossa disputa será no topo da pirâmide" |
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Evadin
no plasma
Fabricante nacional
desencosta a marca Aiko, ícone dos anos 70, e entra na briga
das TVs fininhas

Por rosenildo gomes ferreira
A fabricante brasileira de eletrônicos Evadin passou
os últimos 30 anos escondida atrás dos televisores
da marca Mitsubishi, da qual detém a licença
de produção no País. O acordo foi rompido
pelos japoneses em 1999 e o caso foi parar na Justiça.
Mas o imbróglio jurídico que podia ter paralisado
a Evadin, deu-lhe um empurrão para voltar mais forte
à ativa. Antecipando-se a uma possível derrota
nos tribunais, o clã Kryss, que controla da empresa,
resolveu “vitaminar” outra grife de seu portfólio,
a Aiko. Ícone da década de 70, ela foi a primeira
a miniaturizar os aparelhos de som e andava meio encostada
desde 1999. E é com a Aiko que a Evadin está
debutando no segmento de televisores fininhos, com dois modelos:
plasma de 42 polegadas e LCD de 20 polegadas.
Até o final do ano serão mais cinco opções
de tamanho. Para ingressar no nicho que mais cresce na indústria
eletroeletrônica (e que deve experimentar um boom neste
ano em função da Copa do Mundo), a empresa investiu
US$ 10 milhões. Cálculos do setor indicam que
as vendas dessas TVs devam atingir 350 mil unidades este ano
— um aumento de 600% em relação a 2005.
Até dezembro, o logotipo Aiko vai ser grudado também
em home-theaters e gravadores de DVD. No total, a Evadin planeja
gastar US$ 50 milhões no projeto Aiko, que inclui também
os celulares da marca produzidos desde 2003.
Mas como a pequena Evadin, cujo faturamento gira em torno
de US$ 100 milhões, conseguirá espaço
em um mercado dominado por gigantes globais? Josef Kryss Neto,
diretor e herdeiro da companhia, dá a receita: “Teremos
produtos inovadores, projetados especificamente para o gosto
do brasileiro”, resume. Com uma verba limitada, a companhia
pretende ancorar seus esforços no ponto-de-venda. Para
isso, dobrou o número de promotores próprios
para 50 e vai lançar uma campanha com o mote “Inovação
Digital”. Segundo Kryss, a Evadin deve fugir da guerra
de preços capitaneada pela holandesa Philips, a sul-coreana
LG e a brasileira Gradiente. Foi essa última, aliás,
que fez o mais recente movimento nesse sentido ao baixar de
R$ 7,99 mil para R$ 6,99 mil o valor de sua TV de plasma de
42 polegadas. “Não entraremos nesse jogo”,
afirma Maria Inês Poli, gerente de marketing da Evadin.
“Nossa disputa será no topo da pirâmide.”
O modelo equivalente da Aiko custa R$ 8,99 mil. “Vamos
ganhar o consumidor pela qualidade e pelo design”, reforça
a executiva. Para isso, a fabricante brasileira foi buscar
parceiros tecnológicos e de design na Coréia
do Sul, no Japão e na China, cujos nomes Kryss não
revela.
Para o consultor Eduardo Tomiya, sócio-diretor da
BrandAnalitics, a estratégia faz sentido. “Valor
muito baixo induz a pensar que se trata de um item de baixa
qualidade”, avalia. Segundo ele, para recuperar a mística
da Aiko será preciso surpreender o consumidor. “Mas
por que alguém aceitaria pagar mais para levar para
casa uma marca desconhecida?”, questiona um executivo
da concorrência. O tempo responderá. 
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| Televisores: Para começar, uma tela
de plasma de 42 polegadas e um LCD de 20 (foto) |
Dvds: Além do reprodutor, um gravador
será lançado até dezembro |
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| Celulares: O resgate da
marca se iniciou pela telefonia, em 2003 |
Computadores: Eles ajudam no plano
de dar à Aiko um apelo mais hi-tech |
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