| Arte de Thiago
D’Angelo sobre foto de Helcio Nagamine |
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Sócios do Bondfaro:
projeto criado antes da bolha decolou com o e-commerce
José Guilherme, Roberto Malta, Guilherme Pacheco, Gustavo
Reis e Rodrigo Guarino (da esquerda para a direita) |
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Faro
para barganhas
Com 3 milhões de
produtos, site de pesquisa de preços Bondfaro é o que mais
cresce no País

Por Mariana Ditolvo
Essa história foi muito ouvida nos primórdios
da internet. Corria 1999, quando Guilherme Pacheco, executivo
do mercado financeiro impressionado com o crescimento da rede,
comentou com quatro amigos planos de se lançar nos
negócios virtuais. Começaram a desenhar o que
se transformaria no site de comparação de preços
Bondfaro, lançado em 2000 com investimentos do Banco
Fator. Foi aí que estourou a bolha da internet. Enquanto
alguns superaram a crise, outros foram à bancarrota.
O Bondfaro, que tem como símbolo um aguerrido perdigueiro,
se encaixou no primeiro caso. Em 2003, com a explosão
do consumo on-line, o Bondfaro encontrou sua trilha: comparar
preços tornou-se essencial para os que procuram as
melhores ofertas de compra e venda. O resultado é que
no ano passado, segundo o Ibope, o Bondfaro foi o site de
comércio eletrônico que mais cresceu em 2005,
com taxa de 143%. Entre seus concorrentes, nomes como Terra
e Yahoo! ficaram para trás. O segundo na lista foi
o Buscapé, com 89% de crescimento no mesmo período.
Com 1,8 milhão de usuários cadastrados, o
Bondfaro não revela quantos visitantes recebe por dia.
Ao ano, faz 103 milhões de pesquisas. Na semana passada
o site tinha catalogados mais de 3 milhões de produtos.
Embora tenha 50 funcionários, a atualização
de preços é feita de forma automática
e permanente, através de um programa criado pela própria
empresa. Ele faz varreduras da rede e visita as lojas cadastradas
em busca de preços novos. Quando encontra, atualiza
a informação no site. A última novidade
do Bondfaro foi a introdução de uma ferramenta
de vídeo em que um apresentador exibe os produtos,
comentando funcionalidades e vantagens oferecidas por cada
um. Foi uma resposta à cultura brasileira (e latina)
de só acreditar naquilo que pode ver e tocar. Outra
aposta bem feita dos jovens empresários foi a aquisição
do site Central dos Desejos, que presta um serviço
semelhante mas de forma personalizada: o consumidor informa
o que está buscando e recebe, pouco depois, por email,
a comparação de preços. “Com eles,
conseguimos 1,5 milhão de usuários”, diz
Pacheco. “Foi o que nos permitiu crescer.” Segundo
a consultoria e-Bit, o comércio eletrônico brasileiro,
que em 2005 movimentou R$ 2,5 bilhões, deve fechar
o ano em R$ 3,9 bilhões. Dificuldades como a falta
de confiança dos internautas em comprar pela rede estão
sendo quebradas aos poucos.
O sucesso no Brasil ajudou na expansão da empresa
para o exterior. Com operações no México,
Chile e Argentina, o Bondfaro está percorrendo nesses
países o mesmo caminho do início da companhia
no País. “O conceito de comparação
está surgindo agora na América Latina”,
afirma Pacheco. “O Brasil é um ponto fora da
reta, bem mais evoluído”. Por enquanto, as filiais
internacionais representam menos de 5% da receita de R$ 11,8
milhões, mas a idéia e que, em cinco anos, o
número salte para 15% do total. 
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