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Wainstein |
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A volta do mercadinho:
Grupo colocará a nova bandeira em 34 lojas da antiga Champion |
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Versão
compacta do Carrefour
A rede Champion,
de supermercados, não emplacou. Foi criado então o Carrefour
Bairro. Dará certo?

Por flávia Tavares
Você é daqueles que, ao lembrar que tem de ir
ao hipermercado para comprar iogurte, pão e hambúrguer,
é acometido de uma preguiça sem fim? E, por
isso mesmo, prefere ir ao mercadinho perto de casa, aquele
menorzinho, mas que atende suas necessidades mais urgentes?
Pois os hipermercados perceberam isso e trataram de criar
versões mais compactas de suas lojas, prontas para
receber o consumidor que não está interessado
em encher o carrinho de produtos de limpeza, e sim em abastecer
a geladeira e a dispensa. Agora, é a vez do Carrefour
apostar na bandeira Carrefour Bairro para conquistar esse
cliente, que vai ao supermercado semanalmente e quer saber
de atendimento personalizado. A estratégia da varejista
francesa é a de adaptar as lojas Champion, acabando
com essa marca, e transformá-las em supermercados especializados
em serviços e produtos perecíveis. Das 60 unidades
Champion, 34 receberão a nova roupagem. As outras 26
não têm destino definido: podem ser vendidas
ou, simplesmente, fechadas.
Ana
Paula Paiva |
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| Lacerda, diretor:
“Idéia é conquistar clientes que não fazem grandes compras” |
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Por alguns meses, 12 lojas Champion serviram de “cobaia”
para que a rede experimentasse o modelo Carrefour Bairro e
testasse a receptividade da clientela. O Carrefour não
revela o resultado dessa experiência em números.
Mas garante que vale a pena apostar na versão mais
“mignon” de lojas. “O Carrefour Bairro se
mostrou muito rentável. Estamos confiantes nesse modelo,
que deve ajudar a fortalecer a marca e a reposicioná-la
no mercado”, explica Rodrigo Lacerda, diretor de marketing
do Carrefour. Na verdade, a transformação da
marca Champion é um recuo estratégico para tentar
acertar no formato mais compacto – o Carrefour já
teve 100 lojas Champion. “O ponto forte do grupo são
os hipermercados. Gerenciar supermercados pode ser complicado
e eles falharam com o Champion. Precisam recuar para poder
começar do zero na experiência de lojas menores”,
afirma Eugenio Foganholo, da Mixxer Consultoria. Para se ter
uma idéia, um hipermercado pode ter até 12 mil
m² e 50 mil itens à venda, enquanto um supermercado
não passa de 6 mil m² e tem cerca de 10 mil itens
nas prateleiras.
Os supermercados de bairro não são, como pode
parecer, uma aposta nos consumidores de classe A. “Cada
loja será adaptada à região em que estiver
localizada. A idéia é conquistar clientes que
não queiram fazer compras grandes, independentemente
de suas classes sociais”, diz Lacerda. O Carrefour Bairro
estará, inicialmente, nos estados de São Paulo,
Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal. As
armas para fazer um supermercado dar certo são a prestação
de serviços e a atenção aos produtos
perecíveis. Pode ter sido essa a dificuldade do Carrefour
em sua primeira tentativa. Agora, é a prioridade máxima
da rede. “As vendas serão mais assistidas e a
variedade de itens perecíveis será maior”,
afirma o executivo. O Carrefour tem pressa em acertar. Seus
concorrentes já estão adiantados na corrida
- o Pão de Açúcar já tem lojas
de bairro e o Wal-Mart, com o Bompreço, também.
A mudança de Champion para Carrefour Bairro é,
principalmente, mudança na comunicação
com o cliente. “Vamos usar a força da marca Carrefour.
Com o Champion, não conseguimos fazer o vínculo”,
diz Lacerda.
Ao mesmo tempo em que anunciou as lojas compactas, o Carrefour
divulgou planos de abrir 15 hipermercados em 2006. “Os
hipermercados, depois de quatro anos de quedas nas vendas,
apresentaram bons resultados”, explica Nelson Barrizzelli,
professor da Faculdade de Economia e Administração
da USP. O investimento total da rede neste ano por aqui será
de R$ 700 milhões. 
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