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Evandro Rodrigues sobre foto de Biô Barreira |
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Alvo anterior era pessoa física, mas faltou rede de
agências |
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Sulamérica
tenta achar o foco
Braço de investimentos
da seguradora muda tática de novo e aposta em
fundos de pensão

Por ALINE LIMA
A SulAmérica Investimentos, braço de administração
de recursos da seguradora
carioca, mudou seu foco de atuação. De novo.
Seus esforços agora estão voltados para a conquista
de investidores institucionais. Em dezembro de 2004, a companhia
contava com 47 clientes desse tipo, entre fundos de pensão,
seguradoras e empresas. No final do ano passado, eles já
somavam 70 – um crescimento de 49%. Para potencializar
esta expansão, a área de gestão foi incrementada,
com a contratação de analistas para os segmentos
de renda fixa e renda variável. Os fundos de pensão
mereceram atenção especial, com a criação
de uma consultoria para atender os gestores dessas instituições.
E as praças do Rio de Janeiro e de Brasília,
onde se concentra boa parte das fundações de
previdência das estatais, foram reforçadas. Tudo
coerente com a nova proposta da companhia – e, ainda
assim, inquietante. Afinal, esta é a segunda mudança
de estratégia da SulAmérica Investimentos em
menos de cinco anos.
Em 2001, a empresa, criada para gerir recursos da própria
seguradora, decidira dedicar-se à conquista de clientes
private (pessoas físicas de altíssimo poder
aquisitivo). No entanto, a falta de capilaridade da companhia,
que não tem parceria com nenhum banco de varejo, revelou-se
um obstáculo para a expansão nesse segmento.
Isso explica a decisão da SulAmérica de apostar
no cliente corporativo – como fez no ramo de seguro
saúde, deixando de vender planos individuais. A prioridade
são as grandes fundações. E não
é difícil entender o porquê. Maiores investidores
do País, os fundos de pensão têm patrimônio
conjunto de R$ 294,5 bilhões. Mas este não é
um território para ganhos fáceis. “É
uma área que dá bastante volume, mas como as
taxas de administração são baixíssimas,
os ganhos se tornam modestos”, pondera Erivelto Rodrigues,
da Austin Rating. Até por isso, a SulAmérica
garante que não promoverá uma guerra de tarifas.
“Vamos crescer oferecendo produtos de qualidade”,
diz Marcelo Mello, vice-presidente da companhia.
Enquanto tentam achar o foco, os executivos da gestora enfrentam
a turbulência provocada pelos desentendimentos entre
os controladores da SulAmérica. Um aporte de R$ 140
milhões, feito para ampliar as reservas técnicas
da companhia, foi encarado pela família Larragoiti,
fundadora e controladora, como uma manobra dos holandeses
da ING para diluir sua participação na empresa.
Como complicador adicional, a SulAmérica fechou 2005
com prejuízo de R$ 38,8 milhões. Acendeu-se
a luz amarela. 
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