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| Maughan, da Forever
Living: Visita ao País para distribuir lucros
e buscar locacões para um resort |
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Fortuna
natural
Rex Maughan só vende
produtos à base
de Aloe vera. E fatura US$ 2 bilhões
com isso

Por Flávia tavares
Mulheres de diversas gerações se acostumaram
a bater folhas de babosa no liqüidificador e
passar no cabelo. A planta era famosa por estimular o crescimento
e o brilho das madeixas. Pois a babosa “moderna”
ganhou um nome mais elegante, Aloe vera, e se transformou
em matéria-prima para a indústria de cosméticos,
sucos e suplementos alimentares. E Rex Maughan, fundador e
presidente da empresa americana Forever Living, aproveitou
os benefícios da planta para criar uma rede de vendas
que fatura US$ 2 bilhões por ano em 110 países.
Fundada há 28 anos, no Arizona, a Forever Living é
hoje a maior plantadora de Aloe vera do mundo e chegou ao
Brasil em 1996. Sem campanhas publicitárias, contando
com a propaganda “boca-a-boca” dos 100 mil distribuidores
que atuam no País, a filial brasileira apresentou,
em 2005, um surpreendente crescimento de 242%, atingindo uma
receita de US$ 20 milhões. “O mercado do Brasil
precisou de um tempo de maturação”, explica
Fernando Junqueira, presidente da Forever Living Brasil.
Ana
Paula Paiva |
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Junqueira,
presidente da filial
brasileira: Crescimento de 242%
em 2005 |
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Os produtos da linha Forever Living são mais caros
que a babosa vendida nas feiras e aconselhada por nossas mães.
Um suco de Aloe vera da marca, com um litro, custa R$ 48.
Um tubo de pasta de dente, com 130 gramas, R$ 17. Todos os
produtos são importados dos Estados Unidos –
não há planos, por enquanto, de tornar o Brasil
um pólo de produção de babosa - e distribuídos
por aqui no esquema porta-a-porta, que popularizou marcas
como a Natura e a Avon. Para conquistar cada vez mais representantes,
a Forever Living tem uma política de distribuição
de lucros, incomum às empresas que adotam esse sistema
de vendas e, geralmente, dão apenas gratificações
para os melhores vendedores. No próximo dia 12, Rex
Maughan visitará o Brasil para entregar pessoalmente
um total de R$ 1,4 milhão a 21 distribuidores que atingiram
as metas da companhia – o líder de vendas é
Lino Barbosa, um ex-bóia-fria, e receberá um
cheque que pode chegar a R$ 500 mil pelo seu desempenho. “É
a primeira vez em dez anos que os distribuidores da Forever
Living Brasil vão receber essa participação
nos lucros. E a empresa ganha com isso, porque os vendedores
se sentem motivados e trabalham ainda mais”, disse o
dono à DINHEIRO.
Não será, porém, a primeira vez que
Maughan visita o País. Ele já esteve aqui para
escolher a sede da filial brasileira (um prédio construído
em 1942, em Botafogo, no Rio de Janeiro) e, no ano passado,
veio dar uma espiada em possíveis locações
para instalar mais um de seus negócios: os Forever
Resorts. Já são 40 hotéis de luxo nos
Estados Unidos, 22 na África e um na Hungria. “Gostamos
de Angra dos Reis, de Salvador e da Amazônia. Se encontrarmos
um bom lugar disponível, poderemos instalar um Forever
Resort ainda em 2006”, afirma Maughan. Até lá,
a preocupação do proprietário da Forever
Living, é em tornar a filial brasileira em uma das
cinco mais rentáveis da companhia – o Brasil
ocupa, atualmente, a oitava posição, enquanto
o Japão é o mercado mais lucrativo. 
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