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| Zola, da Volks: Programa
sobre campeonato de surf e dicas de turismo para atrair
o público jovem |
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Podcast,
sua empresa
ainda vai ter um
Em breve, produzir
programas de rádio personalizado para aparelhinhos
de MP3 será tão essencial para as companhias
quanto manter um website. Conheça a tecnologia que
está revolucionando o marketing de corporações
como Volks, Disney e Nestlé

Por CHRISTIAN CARVALHO
CRUZ
Você sabe o que é podcast? Se não sabe,
convém se acostumar à palavra. Ela está
se alastrando com uma velocidade espantosa pelo ambiente corporativo
– inclusive no Brasil. É uma febre mundial, a
reengenharia da vez. Só que bem mais divertida e muito
mais útil. Podcast é um programa de rádio
em MP3 que qualquer pessoa, com ajuda de softwares apropriados,
pode fazer, baixar da internet e ouvir no computador, no laptop
e nos tocadores de música digital (como o iPod). A
mania foi inventada pelo americano Adam Curry, ex-VJ da MTV,
no meio do ano passado. Por seu caráter alternativo
e caseiro de divulgação de idéias, ela
logo de cara conquistou o pessoal ligado à música
independente. Mas em pouco tempo emergiu da cena “underground”
e contaminou gente dos mais variados perfis. O presidente
George Bush tem podcast. O Vaticano e governador do futuro
Arnold Schwarzenegger também.
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| Athia, da Broadbrand:
Podcast de treinamento para tocar no refeitório
e nos ônibus dos funcionários |
Duas coisas facilitaram essa disseminação.
Primeiro, os pilares que sustentam a filosofia do podcast:
personalização (um para cada tipo de ouvinte),
conveniência (ouça quando e onde quiser) e multifuncionalidade
(ouça enquanto faz outras coisas). E segundo, uma tecnologia
que permite assinar podcasts (como revistas). Assim, você
recebe automaticamente no computador os novos episódios,
conforme eles vão sendo jogados na internet. E sem
custo, porque, por enquanto, podcast é de graça.
Dadas as devidas explicações técnicas,
vamos ao que interessa: a onda chegou às grandes corporações.
Especialistas dizem que, para as empresas, em curtíssimo
prazo, ter podcast será tão essencial quanto
ter um website. “Já existem 15 mil podcasts atualizados
de maneira regular atualmente. E surgem mil novos por semana”,
afirma Walter Longo, fundador da PodCasting Brasil e um dos
pioneiros da produção de podcasts no País.
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| Toledo, da Kaiser:
Promoção ajudou a quadruplicar visitas ao
site e aumentou a simpatia do consumidor à marca |
No exterior, as primeiras a aderir foram companhias de comunicação
como Fox News, ESPN e BBC, que transformaram programas de
rádio e TV em podcasts. Agora, uma segunda leva começa
a se valer da novidade, mas como ferramenta de marketing.
Nestlé, Whirlpool, GM e Disney (leia no quadro
abaixo) já têm podcasts. “É
um jeito ótimo de manter uma conexão emocional
com nossos clientes”, avalia Audrey Reed-Granger, diretora
da americana Whirlpool (dona das marcas Cônsul e Brastemp
no Brasil). Seu podcast, “The American Familiy”,
trata de temas como educação dos filhos, carreira,
saúde e casamento.
O momento é de conquistar territórios temáticos.
“A Nestlé quer ser referência em podcast
de nutrição, a Roche em cardiologia e assim
por diante”, exemplifica Longo, da Podcasting Brasil.
Sua empresa vem planejando podcasts para Itaú, Nestlé
e uma gigante de materiais esportivos. Outra empresa, a BroadBrand,
especializou-se em produzir podcasts corporativos. Na lista
de clientes estão Volkswagen, Degussa (multinacional
alemã do setor químico) e outros cujos nomes
ainda são secretos: um banco, uma fabricante de bebidas
e uma rede de academias de ginástica. “O podcast
pode ter inúmeras funções, não
precisa se restringir ao marketing”, diz Guilherme Athia,
fundador da BroadBrand. “Estamos desenvolvendo um para
treinar funcionários. Ele será ouvido no refeitório
da fábrica e nos ônibus que levam o pessoal”,
afirma.
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| Longo, da Podcasting
Brasil Pioneirismo e produtos para Nestlé,
Itaú e uma grande marca de material esportivo |
Para a Volkswagen, a BroadBrand criou o podcast de um campeonato
de surf patrocinado pela montadora. É uma mistura de
música com dicas de turismo. “Queríamos
que os jovens tivessem uma experiência diferente com
a nossa marca, uma experiência lúdica, marcante”,
comenta Herlander Zola, supervisor de propaganda e webmarketing
da Volks. Ele diz que, em apenas cinco dias, o número
de acessos ao site da companhia cresceu 50%. “O podcast
tem uma característica de disseminação
viral. O boca-a-boca entre os usuários é enorme”,
diz Marcelo Toledo, diretor de marketing da Kaiser. A cervejaria
realizou uma promoção na qual recebia podcasts
feitos por internautas do País todo. Mais de mil foram
enviados, e o website da empresa bateu recordes de visitação:
os acessos saltaram de 15 mil para 60 mil por mês. “As
pessoas passaram a ter uma experiência inovadora com
a marca, que ficou mais simpática, mais próxima
do consumidor”, avalia Toledo.
Quanto custa ter um podcast? Nada, se sua empresa produzi-lo
internamente (e é algo bem fácil). Ou cerca
de R$ 5 mil, se você quiser uma produção
mais caprichada. Mas é bom correr, porque esses preços
devem ser apenas de início de temporada. 
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O vírus se espalha
Como as multinacionais estão usando seus
podcasts
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