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Um
brasileiro em NY
Presidente da Nivea
do Brasil assume a filial americana para chacoalhar um mercado
onde a marca alemã é pouco conhecida

Por lílian cunha
Quando Paulo Zottolo assumiu a presidência da Nivea
no Brasil, seu desafio era fazer a marca de cosméticos
se tornar uma das mais usadas no país. E conseguiu:
dez anos depois, os produtos da marca, que pertence à
alemã Beiersdorf, são os mais vendidos entre
os hidratantes. Também é líder na linha
facial. Está na segunda colocação do
mercado de protetores solares e terceiro no de desodorantes.
Seu índice de satisfação entre os consumidores
cresceu de 14% para 70%. “A Nivea aqui era como Teresina,
capital do Piauí: todo mundo sabe que existe, mas poucos
conhecem”, compara o executivo, que agora tem pela frente
um pepino parecido – mas um pouco maior – para
ser descascado: o mercado norte-americano.
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| Zottolo: “A
Nivea não tem charme nos EUA. Vamos mudar isso” |
Transferido há pouco mais de um mês, Zottolo
assumiu a presidência da Nivea americana – o segundo
maior mercado da Beiersdorf fora da Europa. Apesar do tamanho
e do volume de vendas que a empresa tem por lá, o nome
Nivea é pouco conhecido nos Estados Unidos. “Lá,
a Nivea tem cara de marido chato. E cosmético, para
ter sucesso, precisa ser o amante”, diz o executivo.
“Os americanos pouco conhecem a marca e os funcionários
não têm comprometimento”, afirma. Mas ele
já está pensando em uma maneira de reverter
o jogo. “Se a Nivea pode ser líder em mercados
sofisticados, como o francês, ela tem tudo para emplacar
nos EUA.”
Zottolo não dá pistas do que planeja para
o mercado americano. Diz apenas que será algo não
convencional – sua marca registrada. “Não
sou um presidente certinho, que faz tudo que a matriz manda.
Gosto de inovar.” Produtos diferentes dos europeus,
como sabonetes e desodorantes para o verão tropical,
e até a campanha publicitária com a top model
Gisele Bündchen fazem parte do conjunto de novidades
implementadas pelo executivo na subsidiária brasileira.
A Nivea mundial nunca colocou estrelas em sua propaganda.
Irrequieto, quase hiperativo, Zottolo é do tipo que
não pára. Até o final do ano, passará
uma semana no Brasil, na sede da Nivea em São Paulo,
e outra em Nova York. “Se vocês estão achando
que vim para cá para experimentar como é bom
viver nos Estados Unidos, estão enganados. Vim para
mostrar como é bom trabalhar no mundo Nivea”,
disse em seu discurso de apresentação. Todo
esse entusiasmo encontra apoio na sede da Beiersdorf, em Hamburgo,
na Alemanha. “Ele transformou o mercado brasileiro num
negócio de US$ 100 milhões. Com sua experiência
e espírito empreendedor, é o homem que precisamos
na América”, disse à DINHEIRO Markus Pinger,
membro do board da Beiersdorf. 
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