As receitas dos mestres
Especialistas em finanças pessoais indicam os
melhores investimentos para você

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Por fernanda galvão e miriam kênia

Para se dar bem nos investimentos, não existe fórmula mágica. O jogo é encontrar as melhores oportunidades de ganhos entre as diversas opções de investimentos oferecidas pela indústria de fundos. Um segredo dos mestres é distribuir bem os recursos pelas várias categorias de fundos disponíveis nos bancos. “Assim, se você perde dinheiro com ações, pode equilibrar o resultado da sua carteira com ganhos no câmbio ou vice-versa”, ensina Mauro Halfeld, consultor de finanças pessoais. Esta regra, porém, não vale para todo mundo. “Se o volume de recursos é pequeno, não vale a pena correr riscos”, diz Halfeld. Para orientar você, leitor, na tarefa de encontrar as melhores opções para lucrar no mercado financeiro, DINHEIRO perguntou a quatro consultores de finanças qual a estratégia ideal para vários tipos de investidores, definidos conforme a quantia disponível para aplicar, pelo prazo mínimo de um ano. Confira, a seguir, as carteiras sugeridas pelos craques das finanças para cada grupo de aplicadores.

MAURO HALFED
Consultor de finanças pessoais e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Até R$ 10 mil
100% em fundos DI de curto prazo, que acompanham a taxa básica de juros, a Selic

Até R$ 50 mil
20% em fundos DI de curto prazo;
20% em fundos cambiais (indexados ao dólar ou ao euro);
60% em fundos DI de longo prazo.

Até R$ 100 mil
10% em fundos DI de curto prazo;
20% em fundos de ações;
20% em fundos cambiais;
50% em fundos DI de longo
prazo

Até R$ 500 mil
2% em fundos DI;
18% em fundos multimercados;
20% em fundos cambiais;
30% em fundos DI de longo prazo;
30% em fundos de ações

 
ALEXANDRE PÓVOA
Diretor da Asset Management do Banco Modal
Carol Carquejeiro

Até R$ 10 mil
100% em fundos DI

Até R$ 50 mil
35% em fundos DI;
25% em fundos prefixados;
20% em fundos atrelados à inflação;
20% em fundos multimercados

Até R$ 100 mil
25% em fundos DI;
20% em fundos prefixados;
15% em fundos atrelados
à inflação;
30% em multimercados;
10% em fundos de ações (não referenciados ao
Ibovespa)

Até R$ 500 mil
15% em fundos DI;
15% em fundos prefixados;
10% em fundos atrelados à inflação;
35% em fundos multimercados;
20% em fundos de ações (não referenciados ao
Ibovespa);
5% em fundos cambiais

 
GUSTAVO CERBASI
Consultor financeiro e autor do livro “Dinheiro – Os segredos de Quem Tem”
Frederic Jean

Até R$ 10 mil
A diversificação não é recomendada. O ideal é concentrar as aplicações em títulos públicos ou em fundos de renda fixa

Até R$ 50 mil
80% em títulos públicos ou fundos de renda fixa com taxas de administração inferiores a 1,5% ao ano;
20% em fundos de ações ativos (que buscam superar o IBOVESPA) ou clubes de investimentos.

 

Até R$ 100 mil
75% em títulos
públicos ou fundos de renda fixa;
20% em hedge funds com taxas de administração
5% em CDBs de bancos de pequeno porte que garantam ao menos 102%
do CDI.

Até R$ 500 mil
50% em fundos de renda fixa ou letras hipotecárias;
20% em imóveis;
20% em fundos de dividendos;
10% em fundos de ações ou carteira de ações com no
mínimo 4 empresas com boa liquidez.

 
MARCO SILVESTRE
Coordenador do Centro de Estudos de Finanças Pessoais e Negócios
Daniel Wainstein

Até R$ 10 mil
50% em fundos de renda fixa DI;
50% em títulos públicos federais, via aplicações no Tesouro Direto

Até R$ 50 mil
50% em fundos de renda fixa DI, que cobrem baixas taxas de administração;
50% em CDBs

 

Até R$ 100 mil
40% em fundos de renda fixa DI;
30% em títulos públicos (via Tesouro Direto);
30% em CDBs

Até R$ 500 mil
30% em fundos DI;
20% no Tesouro Direto;
20% em CDB;
15% em fundos de ações (via corretora);
15% em fundos multimercados