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SEGREDO:
Antigo perfumista
foi chamado para recuperar
fórmula original |
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O resgate da Phebo
Granado compra o sabonete
mais famoso do País e tenta
recuperar seus dias de glória

Por Carlos
Sambrana
Eles passaram por guerras, resistiram a regimes políticos,
atravessaram sucessivos pacotes econômicos e saíram
ilesos de crises mundiais como o choque do petróleo
de 1973. O Polvilho Granado, de 1903, e o sabonete Phebo,
de 1930, se tornaram casos de estudo na história da
construção de marcas e símbolos de vida
longa nas prateleiras. “A Phebo e a Granado são
rótulos que resistiram ao tempo e conseguiram manter-se
no mercado”, diz Ana Accioly, autora do livro Marcas
de valor no mercado brasileiro, da editora Senac Rio.
A novidade é que agora elas andam de mãos dadas.
No início do ano, a Granado Laboratórios comprou
a Phebo e prepara uma revolução no mais antigo
sabonete do País. “Vamos resgatar as origens
da linha Phebo”, diz Christopher Freeman, presidente
da empresa que fatura R$ 100 milhões por ano. A embalagem
foi remodelada, uma ampla campanha publicitária está
sendo preparada e, o
principal, a fragrância original retornará.
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| R$ 36 milhões
é o faturamento da marca de Freeman (à dir.).
Agora, ela parte para o mercado externo |
A missão da Granado Laboratórios é
resgatar os tempos áureos da marca e disputar com mais
força um mercado que movimentou R$ 1,2 bilhão
em 2003. A julgar pelo histórico da marca, não
é mera pretensão. Houve um tempo em que os produtos
Phebo eram símbolos de sofisticação,
disputavam a preferência entre os consumidores com maior
poder aquisitivo e faturavam US$ 80 milhões. Hoje,
a marca é uma fração do que já
foi. Com o passar dos anos, a Phebo foi comprada por gigantes
como Procter & Gamble e Sara Lee, a essência original
se perdeu, e o faturamento caiu para R$ 36 milhões.
Para ganhar mercado novamente, os executivos da Granado trarão
de volta o odor que transformou Phebo em sinônimo de
excelência.
A ponta de lança dessa estratégia é
a contratação do perfumista Renato Salvi. Com
mais de 30 anos de experiência na criação
de fragrâncias, Salvi é um dos únicos
que conhecem a fórmula original do sabonete. Motivo:
o criador da marca, o português Mario Santiago, desenvolveu
o perfume do Phebo até 1980. Depois disso, resolveu
terceirizar a fabricação da fragrância.
“Na época, ele contratou a empresa em que eu
trabalhava”, diz Salvi, hoje perfumista da francesa
Mane que trabalhará em parceria da Granado. “Criamos
o perfume e ele aprovou.” Agora, é Freeman quem
dá o sinal verde. “Estamos investindo R$ 30 milhões
em uma nova fábrica e iniciamos as exportações
para os Estados Unidos”, diz ele. Não é
certeza de sucesso, mas a iniciativa cheira bem. 
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