| IBM,
A SOBREVIVENTE |
Manter
a liderança é mais difícil do que conquistá-la.
A Big Blue
ensina como garantir essa posição há quase
um século |
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também
• “Oportunidades
transcendem questões ideológicas”
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Tradição
ao longo dos anos
Manoel
Fernandes
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SEDE
EM SÃO PAULO
Brasil entre as dez
maiores subsidiárias |
O fundador
da IBM, Thomas Watson, ficaria à vontade entre o grupo de
acionistas reunido no final de abril nos Estados Unidos para um
encontro com o atual presidente da companhia, Samuel Palmisano.
Durante trinta minutos, Palmisano comentou os resultados do ano
passado – o faturamento chegou a US$ 89 bilhões e a
distribuição de dividendos será de US$ 5,4
bilhões – e revelou as estratégias futuras.
Ele centrou o discurso em três princípios: dedicação
aos clientes, compromisso com a inovação e respeito
ao indivíduo. Nada diferente das idéias de Watson,
que montou uma empresa de balanças de precisão no
século passado e junto com o filho a transformou em um negócio
avaliado hoje em US$ 151 bilhões. A IBM nunca esteve tão
viva e disposta a continuar sendo a gigante global de tecnologia.
Com 320 mil empregados em 165 países, o dobro da segunda
colocada nesse quesito, a americana Hewlett-Packard, a companhia
quer continuar com a capacidade de antecipar as necessidades dos
clientes e as tendências de mercado. “Não somos
os mesmos de alguns anos atrás”, afirmou Palmisano
no evento de abril. “Estamos mudando o nosso modelo de negócio
lentamente, mas de maneira substantiva”, disse o executivo,
dono de um salário anual de US$ 7,9 milhões. Então,
qual é este novo caminho da IBM?
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MAINFRAME
S/360: Modelo de
1964 foi a grande virada |
Dessa
vez, a crença é no mundo no qual os mainframes, aqueles
computadores de grande porte responsáveis por operações
complexas nas corporações, seguirão sendo a
base operacional do capitalismo mundial – conectados a rede
de computadores movidos a software livre (como o Linux) e não
mais a pagos e exclusivos como os da Microsoft. A dupla estratégia
se justifica pelo fato de na área de mainframes, a IBM ser
tão monopolista quanto a Microsoft é nos computadores
pessoais. Só dos três maiores bancos brasileiros, a
IBM recebe um aluguel de cerca de US$ 240 milhões anuais
por licenças de softwares utilizados nos equipamentos. Numa
comparação direta, a Microsoft Brasil tinha um contrato
de licenciamento com o banco Itaú de cerca de US$ 10 milhões
por ano. No resto do mundo, a hegemonia IBM se repete. Empresas
japonesas e americanas tentaram em alguma época fazer frente
ao poderio da IBM, mas fracassaram porque a empresa levou vantagem
da base instalada. Para medir tamanho poderio um exer-
cício se faz necessário. Se por algum acaso os mainframes
da marca IBM fossem atingidos por um vírus como os PCs normais
haveria um risco de colapso na economia mundial. A boa notícia
é que fazer um vírus para um equipamento desse é
uma operação complicada porque exige um sofisticado
conhecimento tecnológico que invalidaria a relação
custo e benefício.
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