| SABOR
AVENTURA |
Jogos
sob encomenda ajudam empresas como
Kelloggs e Nestlé a divulgar marcas |
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Duda
Teixeira
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ARAKEN,
DA BG INTERATIVA: Programas sob medida para
atender grandes clientes |
Os
jogos eletrônicos sempre foram um dos programas prediletos
de crianças e adolescentes. Agora estão se tornando
também uma poderosa ferramenta de marketing nas mãos
de grandes empresas. Companhias de alimentos como Kelloggs,
Nestlé e Cadbury Adams estão entre as primeiras a
experimentar a força dos games para reforçar a marca
na mente dos consumidores ou aumentar a venda de seus produtos nas
prateleiras dos supermercados. Nos últimos meses, as três
empresas contrataram projetos da BG Interativa, uma agência
de publicidade especializada no assunto. Mais do que mera
diversão, o jogo eletrônico está sendo encarado
como uma ferramenta para alavancar as vendas, diz Araken Leão,
diretor da BG. A sigla vem de Banana Games, antigo nome da empresa
que foi removido para passar uma imagem mais séria aos clientes
grandes que começaram a aparecer.
Para
vitaminar as vendas do cereal matinal Hulk, a Nestlé deu
uma senha aos consumidores para que eles carregassem um jogo com
a personagem de um site na internet. Ao final, 30% de todos os que
adquiriram o cereal gravaram o game na memória do próprio
computador. A Kelloggs também usou a estratégia
para impulsionar as vendas do cereal Sucrilhos e inseriu um CD com
jogos eletrônicos em que o tigre Tony, garoto-propaganda do
produto, é a principal atração. Voltada para
crianças entre 8 e 12 anos, o brinde dobrou as vendas no
País. A Kelloggs considerou a iniciativa um sucesso
e agora pensa em ampliá-la para outros produtos. A Adams
também aderiu ao movimento e montou um site específico
com jogos relacionados ao chiclete Bubbaloo. Com o mundo virtual,
conseguimos nos comunicar com o público jovem em um ambiente
agradável e com uma linguagem adequada, diz Marcel
Sacco, direto de marketing da Adams.
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MONSTRO
VERDE :
30% dos que compraram o cereal Hulk da Nestlé copiaram
o game da rede |
Nem
sempre a BG Interativa espera uma solicitação do cliente.
No ano passado, a empresa adaptou o jogo Show do Milhão,
do SBT, para a tela do celular. Várias operadoras se interessaram
mas a TIM levou a melhor. A cada resposta que o jogador envia por
mensagem instantânea (SMS), a operadora cobra uma pequena
taxa. A Nokia ficou com a produção dos celulares e
lançou um modelo específico. Desde junho, a brincadeira
já desaguou mais de mil aparelhos no mercado, sendo que 40%
dos seus donos jogam com freqüência. Os games são
um instrumento valioso que não podem ser desprezados pelas
empresas, diz Leão, da BG Interativa.

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