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NEGÓCIOS |
Quarta-feira, 20 de Agosto de
2003 |
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| O AMBULANTE
DA BELEZA |
A Oceanic
fecha suas lojas em shoppings e passa a vender
cosméticos em vans móveis |
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Carol
Carloni
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Luiz
Felipe Rauen: “Pretendo ter 2 mil automóveis
em 10 anos” |
Se
o cliente não vai à loja, a loja vai até o
cliente. Com essa idéia na cabeça, o empresário
Luiz Felipe Rauen está promovendo uma reviravolta em seu
negócio, a Oceanic, uma rede de 40 lojas de cosméticos
fundada em 1996 em Curitiba. Rauen fechou as portas de quase todas
as lojas nos shopping centers. E desde a semana passada vende seus
artigos em vans móveis – 40 Fiat Doblò, motor
1.6, com ar-condicionado. A meta de Rauen é ambiciosa. Em
10 anos, ele pretende ter 2 mil “lojas” rodando pelo
País. As vans estacionam em frente a empresas, faculdades,
lojas de conveniência e outros pontos movimentados.“O
dia-a-dia de um trabalhador é corrido. O objetivo é
facilitar a vida das pessoas”, diz. Uma idéia inovadora,
na opinião de especialistas. “A proposta é criativa.
A única dificuldade é escolher o ambiente. Se o local
de vendas não for agradável, o público, principalmente
feminino, não compra”, diz a consultora Rosa Alegria.
A
mudança é uma forma de passar a tesoura nos custos.
“As taxas pagas para obter um espaço nos shoppings
são altas. Com as lojas móveis, o franqueado não
paga aluguel do ponto e condomínio”, afirma Rauen.
No novo modelo, o franqueado desembolsará cerca de R$ 60
mil em um ano para montar sua “loja móvel” –
nesse cálculo estão incluídos o automóvel,
o seguro, o estoque inicial e taxas municipais. Um ponto-de-venda
em shopping sai em média por R$ 230 mil no mesmo período.
O custo fixo cai bastante e torna-se mais compatível com
a renda de R$ 5 mil a 10 mil proporcionada pela venda mensal de
350 a 400 itens nas lojas da Oceanic. Parte dos franqueados não
gostou da novidade e resolveu mudar de ramo. Outros, porém,
ficaram satisfeitos. “Espero faturar R$ 2 milhões em
um ano. Acredito que o lucro só virá daqui a dois
anos, na ordem de 15% do faturamento”, diz Vuk W. Ilic, franqueado
de São Paulo e dono, junto com Celso Camilo, de duas lojas
móveis.
Há
quem coloque a eficácia do modelo em dúvida. “Eles
terão de investir muito em marketing para fixar a marca na
cabeça do consumidor”, diz um concorrente. Por isso,
antes mesmo das vans ganharem as ruas, a Oceanic lançou uma
campanha publicitária na televisão. Além disso,
um número de telefone estará fixado, em letras garrafais,
nas laterais dos veículos. Através dele, os clientes
poderão obter informações sobre o itinerário
das lojas móveis. Mais: em alguns pontos, como lojas de conveniência,
a Oceanic manterá uma vitrine com seus produtos expostos.
Em determinados horários, promotoras de vendas atenderão
aos consumidores interessados. Segundo Ilic, em quatro meses será
possível comprar os cosméticos pela internet. Outra
dúvida é a segurança. Afinal, as vans com mercadorias
e dinheiro são uma tentação para assaltantes.
Ilic
não vê problemas. “Os veículos estacionarão
dentro dos estabelecimentos”, afirma ele. Resta saber o impacto
disso nas vendas das lojas móveis da Oceanic. 
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