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ESTILO
DINHEIRO |
Quarta-feira, 06 de Agosto de
2003 |
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| HISTÓRIAS
DE AVIADOR |
Oito
curiosidades para afastar o medo de avião
e tornar sua viagem pelos ares mais tranqüila |
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Carla
Carloni
Para
Gabriel García Márquez, o único medo que nós,
latinos, confessamos sem vergonha e com algum orgulho machista,
é o medo de avião. Você pode passar a vida acima
das nuvens, a bordo de modernas aeronaves, sem saber nada sobre
o que se passa no interior do canudo de alumínio. A vida,
é verdade, seguirá sem problemas. Mas há um
lote de curiosidades na
aviação que pode tornar uma viagem mais interessante
– ou
ao menos divertir o companheiro do assento ao lado. DINHEIRO conversou
com dois especialistas – o jornalista Ernesto Klotzel e o
comandante Fábio Darolt Macedo, da TAM. A seguir uma coletânea
de boas surpresas no ar.
Há
uma vantagem da classe econômica em relação
às executiva e primeira. O ar é menos seco e mais
confortável quando ela está lotada. Como há
um número maior de passageiros a bordo, a respiração
coletiva ajuda a aumentar a umidade e a diminuir a secura.
Em
vôo de cruzeiro, numa altitude de 11 mil metros, a circunferência
da cabine do piloto incha sob a ação da pressurização.
O perímetro da circunferência de um modelo 747, por
exemplo, aumenta em aproximadamente 24 cm.
É
muito raro encontrar um tanque totalmente cheio. O combustível
no patamar máximo faz a aeronave consumir mais, já
que carrega o chamado “peso morto” (o próprio
combustível). Como os comandantes calculam rigorosamente
a quantidade de líquido, não há hipótese
de “chorinho” de gasolina.
Você
já parou para pensar onde ficam os tanques principais dos
aviões? Sob as asas. Quanto mais peso de combustível
houver na asa, mais leve fica sua estrutura. Isso porque o peso
do combustível age para baixo, e a sustentação
da asa atua para cima.
Se
um veículo médio, que roda cerca de 300 km por semana,
ostentasse o tanque de um Boeing 747 cheio, ele poderia rodar por
cerca de 48 anos.
Uma
pesquisa recente feita pela TAM descobriu que o tomate cereja cortado
em x, usado para decorar os pratos, só era consumido por
10% dos passageiros. A empresa resolveu eliminar esse enfeite tão
pouco apreciado depois de fazer as contas na ponta do lápis:
esse pequeno tomate e sua mão-de-obra custavam para o bolso
da empresa cerca de R$ 1 milhão anuais.
O custo
da mão-de-obra para enfeitar um sanduíche com uma
simples folhinha de salsinha, é maior do que adicionar 20
gramas a mais de frios em cada sanduíche a bordo.
As
pontas das asas dos aviões comerciais podem ser envergadas
cerca de 6 metros para cima ou para baixo devido à flexibilidade.

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