| NAS
ASAS DA JETBLUE |
| Conheça
a empresa que fez a maior encomenda da história da Embraer |
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Patrícia
Cançado
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Aeronaves
da companhia, nos EUA: Faturamento deve crescer 42% este
ano |
Existe
uma empresa americana que contrata seis novos funcionários
por dia, cresce em média 100% ao ano desde 2000, não
conhece a palavra crise e tem valor de mercado quase igual ao de
suas três principais concorrentes juntas. E o que é
mais impressionante: ela é do setor aéreo, um ramo
que não só demitiu dezenas de milhares de funcionários
como já perdeu cerca de US$ 20 bilhões desde o episódio
de 11 de setembro. O seu nome a Embraer dificilmente vai esquecer.
Foi com esta empresa chamada JetBlue que a brasileira acabou de
fechar o maior contrato de sua história. Na última
semana, a companhia encomendou 100 aeronaves da Embraer para compor
sua frota em vôos regionais. Um negócio de US$ 3 bilhões
e que tem potencial para chegar a US$ 6 bilhões. A JetBlue
é um fenômeno na aviação mundial. Apesar
de ser uma novata o seu primeiro avião decolou em
fevereiro de 2000 ela já carregou mais passageiros
de Nova York para Fort Lauderdale, na Flórida, do que qualquer
outra companhia. Resultado: em 2002 ela faturou US$ 635 milhões
e a expectativa é crescer 42% este ano.
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David
neeleman, presidente: Os 100 aviões pedidos à
Embraer vão custar US$ 3 bilhões |
A mágica
da JetBlue está em vender passagens pela metade do preço
das concorrentes. Ela atua nas linhas regionais sob o conceito low
cost, low fare (baixo custo) o mesmo utilizado pela Gol no
Brasil. O céu só está tão azul para
a companhia graças a David Neeleman, 43 anos, pai de 9 filhos,
fundador e principal executivo da JetBlue. Filho de missionários
mórmons, ele nasceu no Brasil, onde morou até os 5
anos. Voltou ao País aos 19, para ser missionário
no Nordeste. Onde viveu mais de dois anos. Neeleman é conhecido
por seu carisma. Pelo menos uma vez por semana ele veste o uniforme
da companhia e ajuda na arrumação das cabines. Jogada
de marketing? Talvez. Mas Neeleman quer mostrar que na empresa todo
mundo faz de tudo. O surgimento de empresas pequenas como a JetBlue
sacudiu o mercado americano, levando a terceira maior companhia
aérea do país, a Delta Airlines, a investir US$ 65
milhões numa operadora de baixo custo.
O contrato
da JetBlue com a Embraer é emblemático dentro
desse contexto. As companhias estão trocando grandes
aeronaves por aviões com até 100 lugares. As
empresas não
podem mais voar com aviões vazios, explica o vice-presidente
de comunicação empresarial da Embraer, Horacio Forjaz.
Nos últimos
dois meses, a Embraer recebeu duas encomendas do tipo. A primeira,
para a US Airways, envolveu 85 aeronaves de até 70 lugares.
Em seguida, a Republic Airways comprou 12 jatos regionais. Essa
tendência está abrindo espaço para a Embraer
no mercado americano. Até então, as companhias preferiam
a Bombardier, diz Andréa Martins Alcade, analista da
corretora Socopa. Recentemente, a JetBlue chegou a ser citada em
um artigo da revista New York entre as cinco coisas sem as quais
não se poderia viver. A Embraer agora entende bem o que isso
significa.

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