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NEGÓCIOS

Quarta-feira, 04 de Junho de 2003
continua...
AS MAIS VALIOSAS MARCAS DO BRASIL
Saiba quais são as grifes que mais rendem dinheiro para
seus acionistas. O Itaú foi o grande campeão

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Fique por dentro
• As grifes mais valiosas
• As marcas que entraram
• A força da assinatura

Joaquim Castanheira

 
  Domínio total: Na lista das 12 melhores marcas, há cinco bancos, que ficaram com os três primeiros lugares

Nos próximos dias, o Banco Itaú colocará no ar um novo logotipo. As mudanças serão quase imperceptíveis. As letras de Itaú continuarão lá, amarelas como sempre, dentro do mesmo quadrado azul – serão apenas um pouco mais encorpadas, de forma a transmitir solidez e segurança, conceitos obrigatórios para qualquer instituição financeira. Se é para fazer alterações tão sutis, por que, então, fazê-las? “As marcas são como seres vivos”, diz Roberto Setubal, presidente do Itaú. “Ela transmite a qualidade dos nossos produtos, serviços e valores culturais. Queremos que ela represente a identidade daquilo que somos.” Seja por humildade, seja para não chamar a atenção da concorrência, Setubal não comenta, mas poderia dizer que em time que está ganhando não se mexe, ou se mexe muito pouco. O Itaú possui a marca mais valiosa no universo empresarial brasileiro. A assinatura do banco vale US$ 1,09 bilhão. São quase US$ 200 milhões acima do valor do segundo colocado e arqui-rival Bradesco.

Os bancos, aliás, dominam o ranking das marcas mais valiosas do País. Elaborado pela Interbrand, a mais prestigiosa consultoria de marcas do mundo, e divulgado em primeira mão pela DINHEIRO, o estudo é um passeio pela paisagem corportiva do País nos últimos anos. Entre as 12 grifes campeãs, cinco são de instituições financeiras – porque ninguém ganhou tanto dinheiro no País como elas. Há também quatro empresas fortemente exportadoras, o que reflete o bom momento vivido pelo comércio exterior. As marcas de consumo ficaram em minoria – e isso revela o predomínio de nomes estrangeiros nos rótulos dos produtos vendidos por aqui. “As marcas são o ativo mais importante de uma companhia”, afirma Alfredo Alves de Lima, presidente da Interbrand no Brasil. “Elas são a face mais visível do potencial de uma empresa e sua adaptação ao cenário econômico.”

Para chegar à lista final, a Interbrand partiu de um universo das 1.000 maiores empresas do Brasil. Dessas selecionou 80 companhias de capital aberto e que, em função disso, publicam seus balanços. A Tigre, presente na edição de 2001, fechou seu capital, e sua marca desapareceu da lista. “Assim, garantimos que todas as informações colhidas têm a mesma base e seguem os mesmos critérios”, diz Lima, da Interbrand. Também foram excluídas marcas internacionais presentes no País, como Coca-Cola, Avon, Nestlé, entre outras. Ficaram, porém, marcas pertencentes a multinacionais que tenham preservado as marcas locais. É o caso da Brastemp e da Consul, pertencentes à Whirpool.

 
  Presença internacional: A Petrobras fincou bandeira na Argentina

A lista da Interbrand ganha importância não só pelo que ela mostra, mas também pelo que deixa de mostrar. A presença da Embraer, por exemplo, é uma surpresa, pois não se trata de uma fabricante de produtos de consumo. A empresa conquistou a oitava colocação graças a seu desempenho exemplar em meio à mais profunda crise da história da aviação comercial do mundo (a Varig, por exemplo, sumiu da lista de marcas). A Embraer registrou um lucro de R$ 1,18 bilhão, 7% superior ao de 2001.
É o resultado de um trabalho iniciado no dia seguinte aos
atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em
Nova York. A empresa diminuiu o ritmo da fábrica e cortou
custos. Ficaram intactos, porém, os planos estratégicos, como a inauguração de uma nova fábrica de US$ 150 milhões e a entrada
no setor de aviação militar.

Enquanto a Embraer aparece com destaque, a ausência de marcas tatuadas na memória dos consumidores provoca surpresas. Dona de grande prestígio entre os compradores de aparelhos de som, a Gradiente chama mais a atenção por sua ausência do que por uma eventual presença. Décima colocada no ranking de 2001, a empresa desde então pouco renovou a linha de produtos, mergulhou no prejuízo e abriu mão da atividade mais rentável, a fabricação de celulares, vendida para a Nokia. “Embora seja fortíssima, a marca não tem gerado valor para os acionistas”, explica Tatyana Araújo, coordenadora do estudo da Interbrand.

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FÓRUM 1
O PIB brasileiro
encolheu 0,1%,
segundo o IBGE. O
jornal The New York Times gostou e
publicou reportagem
com o título “Boas notícias do Brasil”.
Boas para quem,
cara-pálida?
FÓRUM 2
Para o BC, os reajustes salariais do 1º trimestres foram alguns dos principais culpados pela manutenção da
taxa de juros em
26,5 ao ano. Meu
Deus, o que é isso?
ENQUETE

O governo impediu a CPI do Banestado, que apuraria a remessa ilegal de US$ 30 bilhões para o exterior. Há uma lista na PF com nomes de empresários e políticos de vários partidos. Para você:

• O PT está na lista
• O PT não está
na lista
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