Veja outros sites:  
 Capa
 Índice
 Exclusivo Online
 Carreira
 Consumo
 Testes
 Galeria de fotos
 Astrologia
 Dicionário
 Especiais
 Editorias
 E-Commerce
 Economia
 Entrevista
 Estilo Dinheiro
 Finanças
 Negócios
 Seu Dinheiro
 Seções
 Editorial
 A Semana
 Cobiça
 Empresas do bem
 Mercado digital
 Mídia & Cia
 Moeda forte
 Poder
 Cartas
 Busca
 Procure outras matérias
 Edições anteriores
 Assinaturas
 Expediente
 Publicidade
 Fale conosco
Assine a Newsletter
 

ECONOMIA

Quarta-feira, 23 de Outubro de 2002
MUDANÇA NO MAPA DO CONSUMO
Pesquisa Ibope revela: sem dinheiro, brasileiro substitui marcas líderes

Clique aqui para comentar esta reportagem

Cláudia Bredarioli

 

Nos últimos quatro anos, a renda real do brasileiro caiu sem parar. Despencou 11%. E a inflação, mesmo controlada, tem mostrado sinais ameaçadores. O resultado desses dois fenômenos não podia ser diferente: o consumidor brasileiro faz muito mais contas na hora de comprar um produto. Essa mudança de comportamento vem criando um novo mapa do consumo, que foi captado por uma pesquisa inédita do Latin Panel, do Ibope. As marcas líderes, aquelas mais nobres e mais caras, vêm perdendo espaço nas prateleiras. A pesquisa do Ibope mostra que a participação desses produtos, que era em média de 32% no primeiro semestre de 2001, caiu para 29% entre janeiro e junho de 2002. Os produtos de preços intermediários começaram aos poucos a substituir os chamados premium nas listas de compras. Saltaram de 40% para 44%. Na indústria de alimentos, onde as marcas próprias dos supermercados são cada vez mais populares, essa tendência é acentuada: os produtos médios – os de maior peso na cesta – ampliaram a participação de 44% para 50%. E as líderes desse mercado, Nestlé, Unilever e Parmalat, tentam acompanhar a necessidade do consumidor, lançando produtos mais baratos. “O comportamento do consumidor mudou em todas as classes sociais”, avalia Ana Cláudia Fioratti, do Ibope, responsável pela pesquisa. “Todos fazem a equação entre o custo e o benefício.”

Para o coordenador-geral do Programa de Varejo (Provar) da USP, Claudio Felisoni, isso mostra uma tendência de ameaça ao valor das marcas líderes, principalmente as que estão associadas ao consumo diário. “A renda comprimida e a exclusão social são hoje as maiores travas do mercado brasileiro”, diz. A pesquisa do Ibope também fez comparações com o varejo brasileiro de quatro anos atrás. De 1998 para cá, os três maiores fabricantes de um determinado produto perderam espaço em 74% dos casos. Entre as vítimas, estão nomes como Unilever, Kolynos e Johnson & Johnson. É como se, em todo o mercado brasileiro, ocorresse uma espécie de efeito tubaína – as marcas de fundo de quintal que comeram pelas bordas as participações de mercado de empresas como Coca-Cola e Ambev. E, no caso dos refrigerantes, há ainda um fator adicional: a busca de mais qualidade de vida. “Um consumidor mais exigente está trocando
os refrigerantes por sucos naturais”, afirma Paulo Pompilho,
diretor do Pão de Açúcar.

FÓRUM 1
A Bolsa teve alta recorde, o dólar caiu
e o risco-Brasil despencou após
o PT lançar na Fiesp
plano para o mercado
de capitais. Agora
é investir?
FÓRUM 2
O Brasil tem juros
de 100% ao ano para
uma inflação anual
de 7%. Afinal, o que o próximo governo deve fazer com a taxa Selic?
ENQUETE

A partir do dia
27 de outubro, nasce
um Brasil:

• País do futuro
• Parceiro da Antártida
• Parceiro dos EUA
• Potência regional
Vote aqui

 

© Copyright 1996/2002 Editora Três