| SERÁ
O FIM? |
| Um
meteoro gigante está em rota de colisão com a
Terra, com impacto para daqui a 17 anos. O mundo se mobiliza
para evitar o pior |
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A
Ameaça Vem do Espaço:
dois quilômetros de diâmetro e poder para arrasar
cidades inteiras, como Nova York |
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Ao
tocar a Terra, no primeiro segundo, um continente inteiro será
varrido do mapa. O asteróide de dois quilômetros de
diâmetro provocará uma onda de mais de 1 km de altura.
Dez minutos depois, todo o planeta estará mergulhado numa
nuvem de pó e, em uma semana, a Terra ficará em trevas.
A escuridão permanecerá por dois anos. A vida vegetal
será extinta em quatro semanas e pelo menos 2 bilhões
de terráqueos (um terço da população)
serão dizimados somente com a explosão. O impacto
terá a violência de 1,2 milhão de megatons,
o equivalente a 60 mil bombas atômicas atuais ou ainda a 90
milhões daquelas despejadas sobre Hiroshima em 1945. A força
será duas vezes superior àquela provocada pelo meteoro
que há milhões de anos varreu da superfície
terrestre os dinossauros. E o fenômeno, acredite, está
prestes a ocorrer. Mais precisamente em fevereiro de 2019, daqui
a 17 anos. A hecatombe tem nome: 2002 NT7. Assim foi batizado o
meteoro, descoberto num observatório americano na Cidade
do México, que está em rota de colisão com
a Terra. Ele se aproxima a uma velocidade de 27,2 quilômetros
por segundo. A revelação foi feita pelo doutor Donald
Yeomans, cientista da Nasa, na semana passada e deixou autoridades
do mundo todo em estado de alerta. Especialistas estão sendo
mobilizados para o evento e bilhões de dólares vão
ser gastos em equipamentos e tecnologia para tentar salvaguardar
a humanidade.
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| Tragédia:
cientista da Nasa anuncia o risco; só a explosão
pode causar a morte de 2 bilhões de pessoas |
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Filmes
recentes demonstram a dimensão da tragédia. Mas o
que Paramount e Disney tentaram criar nas telas com Impacto Profundo
e Armagedon parecerá desenho animado diante da cena real
que se anuncia nos corredores da Nasa. Por isso mesmo, governos
já começam a unir forças e recursos para tentar
evitar o mal. De acordo com Eduardo Barcelos, professor de astrofísica
da Upis (universidade ligada à Agência Espacial Brasileira),
não há hoje nenhuma tecnologia capaz de impedir a
colisão de um asteróide deste porte. O que a
gente vê no cinema infelizmente não existe. Mesmo
assim, programas bilionários de defesa espacial pipocam pelo
mundo. E, obviamente, devem ganhar força após o anúncio
da Nasa.
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| Reação:
no cinema heróis entram no asteróide
para destruí-lo. Na vida real, governos gastam bilhões
em tecnologia para tentar salvar o planeta |
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Estratégias
de defesa. Na China, autoridades militares estão gastando
cerca de US$ 2 bilhões no desenvolvimento de mísseis
de defesa aeroespacial. Os Estados Unidos, respaldados por um orçamento
adicional de US$ 8 bilhões avalizado pelo presidente
George W. Bush , prometem colocar no espaço uma constelação
de mísseis a laser. O projeto, batizado de Space-based Laser,
foi criado para remover o lixo cósmico (fragmentos de asteróides
ou meteoros). Segundo os militares, estas nuvens de metal
criam a possibilidade de colisões com naves tripuladas. O
que se estuda agora é aumentar a potência da constelação
a laser para tentar barrar o avanço de meteoros com dimensões
maiores. Mesmo assim, segundo especialistas, a luta da estação
americana contra o 2002 NT7 seria inglória. Destruí-lo
é praticamente impossível.
O que
se cogita, com um mínimo de otimismo, é a união
de forças para tentar mudar o curso do meteoro. A Rússia
anunciou o desenvolvimento de armas espaciais antiasteróides
e pretende, a exemplo dos EUA, desenvolver uma estação
de defesa, que eles chamam de escudo espacial. Outro programa em
estudo nos laboratórios americanos de Los Alamos e Lawrence
Livermore sugere a criação de bombas de nêutrons.
Vale tudo para tentar barrar o avanço da bola de fogo. Nos
filmes de Hollywood, heróicos astronautas conseguem destruir
o meteoro após várias tentativas , entrando
em seu núcleo com potentes explosivos. Na vida real, o melhor
que se tem a fazer é torcer para uma mudança natural
da rota do NT7. Existe, de fato, a chance de nada disto acontecer.
De qualquer forma, não custa nada aproveitar bem estes 17
anos, diz o professor Barcelos.
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