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 MÍDIA & CIA Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2002

CENSURA INFANTIL

AP

Os deputados de Brasília estão cada vez mais dispostos a tumultuar a vida do mercado publicitário brasileiro. A última agora é o projeto de lei do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que pretende proibir a propaganda de produtos infantis em rádio e televisão. Ele cita como exemplo países nos quais há algum tipo de regulamentação nesse sentido, como a Bélgica onde a publicidade dirigida aos pequenos é suspensa cinco minutos antes, durante e após a exibição de programas infantis. “O Brasil já tem um código de ética na propaganda, o Conar. Não precisamos de interferência de deputado que só quer virar notícia”, dispara Flávio Corrêa, presidente da (Associação Brasileira das Agências de Propaganda (Abap). Sérgio Amado, da Ogilvy, vai mais longe: “É mais uma imbecilidade totalmente desconectada da realidade.” Amado lembra que o negócio da propaganda gira cerca de R$ 17 bilhões por ano no Brasil e que não pode ficar à mercê de políticos oportunistas.

KIRCH SEM DESTINO

  AP

O gigante alemão de mídia, o Kirch Group, está rebolando para evitar que o magnata Rupert Murdoch, dono do grupo News Corp, assuma o controle. Os alemães estão atolados em dívidas de US$ 4,9 bilhões. Murdoch, por sua vez, detém uma participação acionária na empresa e por contrato o Kirch seria obrigado a recomprá-la, o que o quebraria e assim o magnata assumiria o comando. Para sair da arapuca, Leo Kirch, sócio majoritário da companhia, estuda propostas do Dresdner Bank e do grupo de investimentos HVB.

DCI VOLTA ÀS BANCAS

O tradicional jornal paulista Diário do Comércio e Indústria (DCI) volta às bancas pelas mãos de Orestes Quércia, que arrematou a marca. A partir desta semana, o diário paulista já estará circulando na região metropolitana do Estado. O novo enfoque editorial será o negócio das pequenas e médias empresas.

À FRANCESA

O clima ferveu entre Ford e Renault no carnaval da Bahia. Na segunda-feira, o trio elétrico de Armandinho, patrocinado pela companhia, parou em frente ao camarote de Daniela Mercury, bancado pela Renault. Os músicos fizeram rasgados elogios à Ford. Antonio Maciel Neto, presidente da Ford, que se divertia no camarote da concorrente, saiu à francesa.

POR ANDREA ASSEF

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