| MÍDIA &
CIA |
Sexta-feira,
21 de Dezembro de 2001
|
  |
DPZ
NO TOPO
Surpresa
e polêmica no meio publicitário: pela primeira vez na última década
a McCann Erickson não aparece no topo do ranking nacional das agências.
Na lista do Ibope Monitor divulgada na semana passada pelo jornal
Propaganda & Marketing quem aparece na ponta entre as de maior faturamento
em 2001 é uma empresa 100% brasileira – a DPZ, de Roberto Duailibi,
José Zaragoza (foto) e Francesc Petit, com mais de R$ 536 milhões.
A McCann, com R$ 483 milhões, perdeu também para Ogilvy & Mather,
que há quatro anos ocupava a 12a posição, com R$ 519 milhões. Há,
no entanto, controvérsias. “Estes números são absurdos”, diz Jens
Olessen, presidente da McCann. Ele alega que os valores incluídos
na lista não incluem outros negócios do grupo. Os novos líderes
não comentam o resultado. Já na Ogilvy, o clima é de festa. “Neste
ano queremos a liderança”, comemora Sérgio Amado, presidente da
agência.
MERCADO
QUENTE
Dentro
de um ano, deve haver mais novidades no ranking, a julgar pela movimentação
de compra e venda de agências. Na semana passada, por exemplo, o
grupo Total comprou 60% da Calia Assumpção. E vem muito mais por
aí. Só uma empresa especializada em negócios no setor tem em mãos
20 mandatos para procurar agências que estejam à venda.
CASA
DA FIAT
Depois
de fazer, na primeira versão da Casa dos Artistas, a melhor tacada
de marketing de sua história, a Fiat firmou sua posição nos chamados
reality show. Em dois lances quase simultâneos que devem chegar
próximos a R$ 20 milhões, comprou cotas de merchandising e patrocínio
do Big Brother, da Globo, e da Casa dos Artistas 2. A estratégia
é clara: “Estes são os programas da moda e vamos investir neles”,
diz Lélio Ramos, diretor comercial da montadora.
SILÊNCIO
NA TALK
Durou
menos de três anos um dos mais badalados projetos
editoriais dos EUA. Com a queda dos anúncios, a revista Talk – lançada
pela jornalista Tina Brown, uma das mais influentes do show-business
– anunciou seu fim.
POR
ANDREA ASSEF
Próxima
>>
|