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NEGÓCIOS/CAPA

Sexta-feira, 6 de Julho de 2001
NISSAN E RENAULT NA MESA
As montadoras erguem no paraná a primeira unidade conjunta do mundo para produzir carros das duas marcas

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Joaquim Castanheira, de São José dos Pinhais

 

O executivo Luc-Alexandre Ménard, presidente da Renault no Brasil, trabalha em um amplo e agradável escritório na sede da empresa, localizada em São José dos Pinhais, cidade vizinha a Curitiba. No centro da sala, decorada com quadros com motivos tropicais, Ménard mantém uma grande mesa quadrada com oito cadeiras de couro. Feito sob medida de acordo com sua própria concepção, o móvel serve ao mesmo tempo de escrivaninha e mesa de reuniões. “É uma forma de incentivar o trabalho em equipe”, diz Ménard, francês de 56 anos que desembarcou no País há quatro anos. “Aqui, eu e os executivos falamos de igual para igual.”

Nos próximos tempos, mais e mais, a mesa de Ménard passará a abrigar um número maior de colaboradores. Só que eles falarão japonês e representarão uma marca que, em tese, é concorrente da Renault, a Nissan. É que em dezembro será dada a partida naquela que será a primeira fábrica conjunta das duas empresas no mundo. Trata-se da mais arrojada iniciativa em direção à união industrial e comercial das duas parceiras, desde que a montadora francesa adquiriu 36,4% do capital da Nissan e passou a comandar o destino da companhia japonesa. De certa forma, está se tentando de novo no Brasil a criação de uma holding automobilística, nos moldes da Autolatina, que juntou a Ford e a Volkswagen.

Na nova unidade industrial, tudo será dividido. O investimento de US$ 220 milhões sairá em partes iguais dos cofres das companhias. Ali serão produzidos dois veículos, um de cada marca. A Renault montará o Master, utilitário monobloco com carreira de sucesso na Europa. A Nissan estreará com a Frontier, picape de cabina dupla e tração 4x4. Na linha de montagem, uma unidade de cada modelo se alternará na ordem de fabricação. A capacidade, de 40 mil unidades anuais, será dividida igualmente entre elas.

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