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Sexta-feira, 2 de Março
de 2001
MARKETING
CARNAVALESCO
O Carnaval
tomou conta do alto escalão das montadoras. Otimistas com a perspectiva
de boas vendas no Brasil em 2001, o presidente mundial da Ford,
Jacques Nasser (à dir. na foto acima), e o vice-presidente da General
Motors, Mark Hogan (na foto à dir.), não hesitaram um instante em
aceitar convites de trocar os Estados Unidos pela folia. Como os
dois já comandaram as filiais brasileiras no passado, eles demarcaram
muito bem seu território. Hogan foi à Marquês de Sapucaí, onde marcou
o ritmo no desfile da bateria da Portela. Em Salvador, Nasser tomou
caipirinha e levou até um CD do grupo Braga Boys. É o marketing
automobilístico botando para quebrar.
NA
CONTA DO PATRÃO
As centrais
sindicais resolveram dar as mãos ao governo para jogar para cima dos
empresários a responsabilidade pelo pagamento da dívida de R$ 43 bilhões
do FGTS. Na quinta-feira 1, CUT, Força Sindical e CGT fecharam uma
proposta que prevê elevar de 8% para 9% a contribuição mensal do FGTS,
paga pelos patrões, além de aumentar de 40% para 50% a multa recisória.
Os recursos da diferença de 10 pontos porcentuais iriam para um fundo
destinado a custear a dívida. A proposta conta com a simpatia do ministro
Francisco Dornelles (Trabalho) e será levada ao governo nesta quarta-feira.
AÇÕES
À VENDA
A BNDESPar,
empresa de participações do BNDES, vai vender parte de sua carteira
de ações. A alienação vai atingir papéis das seguintes companhias:
Embraer, Vale do Rio Doce, Copel e Petrobras. A megaoperação deverá
render US$ 4,4 bilhões aos cofres do banco. A direção do banco estuda
fazer uma operação articulada com o Tesouro e os fundos de pensão
que detenham papéis dessas companhias. Ainda não foi definido, contudo,
a data da venda.
LUCROS
NO CINEMA
A Warner
já começou a faturar antes mesmo da estréia de Harry Potter e a
Pedra Filosofal, marcada para 16 de novembro. O estúdio colocou
na Internet um trailer do filme, com duração de três minutos. Na
página também será possível comprar produtos ligados ao mago, interpretado
na tela pelo ator Daniel Radcliffe (foto).
ESTILO SALOMÔNICO
O grupo
Telefonica decidiu evitar grandes gastos na compra de ações da CRT
Celular que estão nas mãos de minoritários. Em vez de pagar cerca
de US$ 800 milhões para quem possui papéis da operadora gaúcha,
onde já detêm o controle, os espanhóis querem dar como moeda de
troca recibos da Telefonica Móvile, seu braço internacional de telefonia
celular. Segundo eles, ninguém sairá perdendo, pois os novos recibos
seriam bastante rentáveis.
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