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CARTAS


FÓRUM

O Fórum da Dinheiro na Web O quis saber o que os internautas acham a respeito das disputas comerciais envolvendo o Brasil. O País não se entende com vários outros, como a Argentina. O bloco econômico criou boas oportunidades de negócios, mas trouxe alguns problemas. Perguntamos: “Você acha que para o Brasil é bom fazer parte do Mercosul? Por quê?” Confira algumas opiniões.

“É preciso deixar de pensar que os outros parceiros querem tirar vantagem. Não concordo com quem diz que o Brasil tem de impor sua superioridade. Só a competitividade trará crescimento, trará menor desemprego.”
Alejandro Surin
São Paulo – SP
alejo@zaz.com.br

“A competitividade traz crescimento. O Brasil não pode competir com os países desenvolvidos porque não tem produtos da qualidade para oferecer com o preço que o mercado quer; estamos buscando melhor qualidade e o Mercosul proporcionará isso.”
Orcidney Farias
Dourados – MS
orcidney@bol.com.br

ENQUETE:
(veja resultado final)

Onde o governo deveria investir mais recursos?
Saúde, 27%
Educação, 54%
Transporte, 3%
Segurança, 16%

GM

A matéria “GM mostra sua cara popular” demonstra os desafios da indústria automobilística no País. Revela, sobretudo, um mercado extremamente competitivo e a ansiedade dos executivos em encontrar caminhos para o sucesso. Apostam-se em novos modelos e estratégias de marketing. Mas, como bem está escrito, a resposta aos investimentos feitos no lançamento do Celta virão tão-somente do consumidor.
Olavo Duarte
Rio de Janeiro – RJ

WAL-MART

Total coincidência. Não sei se foi na Forbes, Business Week ou outra revista, mas li na semana passada que um dos negócios menos falados da Wal-Mart, inclusive no relatório anual, é uma subsidiária chamada McLane Company, Inc.(www.mclaneco.com), que é um atacadista distribuindo produtos para Wal-Mart e para lojas de conveniência. Como a McLane é a maior fornecedora para lojas de conveniência nos EUA e estas lojas são as maiores vendedoras de cigarros, a McLane é a maior distribuidora independente de cigarros dos EUA. Politicamente correto?
Ted Feder
ted_feder@hotmail.com

Nota da Redação: O objetivo da matéria era mostrar quais são as condições de trabalho dos analistas do risco soberano do Brasil, e como isso pode influenciar seu trabalho. E como países como a Colômbia, que tem metade de seu território tomado pela guerrilha, ou a China, um país que sequer possui uma Suprema Corte para julgar recursos judiciais, têm rating melhor que o do Brasil.

Cartas para esta seção, com endereço, RG e telefone, devem ser remetidas para: Diretor de Redação, DINHEIRO, Rua William Speers, 1.088, Lapa, São Paulo, CEP 05067-900. Fax: (011) 3611-6411. E-mail: dinheiro@zaz.com.br As cartas poderão ser editadas em razão de seu tamanho ou incompreensão.

MONTADORAS

Com referência à matéria “Frota de dívidas” (edição n.º 154), gostaríamos de esclarecer alguns pontos. Os bancos das montadoras não saem “distribuindo crédito afoitamente”. Eles concedem créditos sim, dentro dos parâmetros e de análises aceitos e utilizados igualmente pelas mais conservadoras empresas financeiras. Atribuir o inadimplemento do setor a créditos mal concedidos ou “afoitos” é uma conclusão equivocada. Citar a desvalorização do real ou “os estragos da mudança cambial” como diz a matéria, isso sim faz sentido, uma vez que o fato pegou de surpresa não só os bancos como também os consumidores que tinham suas dívidas atreladas à moeda norte-americana. É importante esclarecer que o percentual de inadimplência de 6,4%, bem como os 37,4 % relativos ao Banco Volvo, não foram números fornecidos pela Anef, nem por seu presidente. A rentabilidade dos bancos das montadoras foi afetada pelo inadimplemento de seus clientes, mas o principal fator indiscutivelmente foi o estreitamento dos spreads, ocasionado pelas quedas das taxas de juros.
José Romélio Brasil Ribeiro
Diretor-executivo da
Associação Nacional dos
Bancos de Montadoras (Anef)


REPORTAGENS

Gostaria de dar meus parabéns não só pelo conteúdo, mas pela visão realista de cada reportagem da revista DINHEIRO. Precisamos cada vez mais nos reportar à questão social, política e econômica do País. Por diversas vezes percebi o otimismo dos jornalistas ao afirmarem que o Brasil é um mercado grande e considerável, mas no entanto estamos de braços cruzados diante da falta de incentivos para a indústria nacional. O governo não cumpre seu papel, não edita medidas capazes de solucionar a questão do desenvolvimento e da pesquisa, limita-se apenas a mascarar a verdadeira face da situação econômica, arrecadando cada vez mais por meio da criação de novos tributos.
Hercules Fernandes Jardim, advogado
São Paulo – SP


RATING

A Standard & Poor’s sente-se obrigada a responder às inúmeras afirmações, insinuações e outras impropriedades constantes do artigo sobre o rating atribuído ao Brasil e sobre a Standard & Poor’s. A Standard & Poor’s vem atribuindo ratings de crédito desde 1916. Desde então nunca houve ocasião em que tivesse sido levantada qualquer questão legítima quanto a abrangência de nosso processo de rating ou mesmo sobre a competência ou profissionalismo de nosso quadro de analistas. O ataque dirigido à sra. Lisa Schineller, a analista principal no processo de avaliação do rating soberano do Brasil, foi totalmente gratuito. A sra. Schineller é PhD em Economia pela Universidade de Yale, foi economista do Federal Reserve e da Exxon. Portanto, ela é totalmente qualificada a conduzir uma análise de rating soberano. Acreditar que o rating atribuído ao Brasil é muito baixo representa um grande desconhecimento do papel da Standard & Poor’s no mercado mundial – os ratings da Standard & Poor’s têm o objetivo de fornecer aos investidores nossa melhor opinião sobre a capacidade de um emissor de honrar pontualmente e integralmente suas obrigações no médio prazo. Ao mesmo tempo, nosso histórico de atribuição de ratings confiáveis é excepcional, como apresentado pelos vários estudos que demonstram a bem definida correlação entre qualidade de crédito e risco de inadimplência. Os critérios de avaliação de ratings da Standard & Poor’s estão disponíveis em nosso site na Internet:
Cathy Daicoff
Diretora geral para a América
Latina, Standard & Poor’s

ERRATA A foto de Robert Karch, professor da American University, publicada na edição 157, página 16, é do fotógrafo Marcelo Lima

 

ENQUETE

O balanço do BC deve
ser revisto?

Sim
Não

Resultados Parciais

 
FÓRUM

O Brasil vive uma crise de energia e há riscos de apagões a partir do próximo ano. Deve haver algum tipo de compensação para empresas e consumidores que ficam no escuro? Como seria?

A carga tributária do País aumentou neste ano. O dinheiro arrecadado foi bem utilizado? Por quê?

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