CAPA
INDICE DA REVISTA
A SEMANA
DIRETO DA REDAÇÃO
E-COMMERCE
ECONOMIA
EDITORIAL
ENTREVISTA
FINANÇAS
GALERIA DE FOTOS
MERCADO DIGITAL
MÍDIA & CIA.
MOEDA FORTE
NEGÓCIOS
PODER
SEU DINHEIRO

BUSCA
 
EXPEDIENTE
FALE CONOSCO
EDIÇÕES ANTERIORES
ASSINATURAS
PUBLICIDADE

CAPA DA SEMANA
 
ISTOÉ


GENTE
   
 
  - nº 138
ASSINE A NEWSLETTER   

ELETROELETRÔNICOS
Esta empresa quer entrar numa gelada
Depois de assumir a liderança em televisores, a Toshiba planeja investimentos para trazer ao País sua linha branca

Joaquim Castanheira

Arte: Hitomi
DIVERSIFICAÇÃO: Foram reservados
R$ 20 milhões para estrear em novos setores

Os nossos japoneses são mais criativos do que os outros. O slogan, utilizado nos últimos anos pela Semp Toshiba em comerciais, poderia servir também como lema para a administração de seus negócios. Ao mesmo tempo em que alguns de seus concorrentes diretos entram na UTI, como a Sharp, ou estão próximos dela, caso da Gradiente, a empresa não só assume a liderança de mercado de tevês ao lado da Philips, como também se prepara para uma empreitada arrojada. Com investimento de R$ 20 milhões, a Semp Toshiba estuda seu ingresso na linha branca, cujo pedaço mais atraente é a fabricação de geladeiras, fogões e condicionadores de ar. Os novos produtos com a grife Semp Toshiba podem chegar ao Brasil ainda neste ano.

Ao lado do arrojo, porém, há um tremendo risco: há sinais de mercado saturado, no qual há muita empresa para pouco cliente. No ano passado, por exemplo, foram comercializados pouco mais de 3 milhões de refrigeradores no País. A capacidade produtiva chega perto dos 5 milhões de unidades. O pico do setor ocorreu em 1996, quando os consumidores levaram para casa 4 milhões de refrigeradores. Nada indica que a demanda dê saltos em direção a esses números. Ou seja, a concorrência, que atende pelos nomes de Brastemp e BS Continental, continuará duríssima. Por isso, a Semp também reservou cerca de R$ 5 milhões para fabricar aparelhos de ar condicionado, provavelmente numa parceria com a Spring Carrier. Aí há um filé mignon. As vendas desses equipamentos têm crescido ano a ano e, algumas vezes, nos meses mais quentes, faltam produtos nas lojas.

Para a Semp Toshiba, atuar na linha branca é um sonho acalentado desde 1996. A queda nas vendas e a desvalorização do real adiaram esses planos. Além disso, seria necessário um grande desembolso para erguer uma linha de montagem para esses produtos. Uma recente parceria internacional da Toshiba com a sueca Electrolux, maior fabricante mundial do setor, mudou a situação no Brasil. A Semp Toshiba poderia utilizar as instalações de sua parceira, em Curitiba, para produzir geladeiras, fogões, etc. e neles estampar a marca Toshiba. Essa é uma das alternativas, mas a Semp conversa também com outros possíveis parceiros antes de decidir qual caminho tomar.

Para os suecos, esse seria um caminho relativamente curto para adquirir mais escala e, assim, reduzir os custos – principalmente num momento em que o setor padece de uma grande capacidade ociosa. Por outro lado, a Electrolux colocaria no mercado mais um concorrente para seus próprios produtos – e aí reside uma das principais resistências em aceitar o acordo. Nenhuma das duas empresas comenta o assunto.

O possível ingresso na área de linha branca seria uma tentativa de manter seus índices de crescimento registrado ao longo da década de 90. Só nos dois últimos anos, a participação da Semp Toshiba no mercado de televisores, seu principal negócio, cresceu de 14% para 22%. O faturamento do grupo atingiu R$ 530 milhões em 1999, contra R$ 374 milhões no ano anterior. “Desde 1998 estamos absorvendo o espaço deixado pela Sharp e de outras empresas que deixaram o setor”, diz Afonso Antônio Hennel, presidente da Semp Toshiba.

Na avaliação de analistas, não há muito espaço para aumentar essa fatia. Além disso, segundo a Eletros, o patamar de vendas estabelecido no ano passado (cerca de 4 milhões de unidades) deve permanecer nos próximos anos. “Acredito que entramos numa fase de crescimento vegetativo”, diz Paulo Saab, presidente da Eletros. Por isso, a Semp Toshiba procura outros mares para navegar – mas não sem a aprovação dos japoneses, donos de 40% de seu capital (os outros 60% pertencem à família Henner). Discretos, os nipônicos possuem uma grande influência nas decisões do negócio. Foram eles que interromperam a fabricação e comercialização de celulares com sua marca no Brasil. Motivo: a qualidade dos produtos não atendia aos padrões da corporação japonesa. Resta saber a opinião a respeito de geladeiras, fogões, aparelhos de ar condicionado...

LEIA MAIS

A Saga dos irmãos Frering

A lição do Bradesco

Trio de ferro

Elos de aço

Esta empresa quer entrar numa gelada

O vôo solo de Lima

O pneu inteligente

Arezzo bota o pé no mundo

Dos batons às vitaminas

 


Copyright 1996/2000 Editora Três