Dinheiro em ação Por MILTON GAMEZ com Denize Bacoccina, Juliana Schincariol e Márcio Kroehn
touro x urso
Quando um ano termina bem, os primeiros meses do novo ano serão pródigos. Na abertura dos pregões de 2010, o Ibovespa aderiu a essa máxima otimista do mercado e chegou aos 70 mil pontos. É sinal de que o touro, símbolo de alta das ações, continuará dominando o hibernado urso? É provável que sim, embora o investidor deva ficar atento aos dados macroeconômicos mundiais para evitar surpresas no curto prazo.
O boletim Focus, divulgado às segundas-feiras pelo Banco Central, mostra a visão dos principais economistas dos bancos. A taxa básica de juros é considerada a grande incógnita do primeiro semestre. Nos EUA, o primeiro relatório do Fed será apresentado na quarta-feira 13 através do livro bege. A primeira reunião do BC europeu ocorre na quinta-feira 14.
 |
|
EMBRAER
US$ 42 milhões é quanto a Embraer tem a receber da Mesa Air Group, companhia aérea regional americana que entrou com pedido de concordata na terça-feira 5. Na lista dos credores, a brasileira é a segunda maior dívida. A Embraer afirma que já recebeu essa quantia de instituições financeiras.
GVT
117,7 milhões de ações é o total da GVT sob controle da francesa Vivendi. O número corresponde a 85,7% das ações da operadora.
PÃO DE AÇÚCAR
R$ 7,58 é o preço por ação que o Pão de Açúcar pagará aos minoritários da Globex, a controladora do Ponto Frio, em uma oferta pública. O objetivo é adquirir 4,52% do capital no leilão marcado para 3 de fevereiro.
CSN
9,39% foi a participação adquirida pela CSN na fabricante de aços planos Planatlântica, o equivalente a 802 mil ações ordinárias.
TOTVS
R$ 5,3 milhões foi pago pela Totvs pela compra do capital social total da M2I Serviços de Implementação de Software e da M2S Serviços de Suporte.
MINERVA
R$ 46 milhões é o investimento total da Minerva para a aquisição e expansão de uma fábrica |
personagem
Volta às aulas com a SEB
As matrículas escolares tendem a acelerar os resultados da SEB no primeiro trimestre do ano. Mas não é apenas com os novos alunos que a companhia pretende crescer. Além da educação básica, a SEB pretende obter novas licenças para ampliar o ensino superior a distância e ingressar em novos mercados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul ou uma nova capital no Nordeste. Se os planos correrem dentro do previsto, o diretor-financeiro e de relações com investidores, Marco Rossi, prevê que o crescimento da receita este ano poderá ser de até 45%. Ele conversou com a DINHEIRO.
 |
Marco Rossi , diretor-financeiro e de relações com investidores da SEB
|
DINHEIRO - Qual o balanço que o sr. faz de 2009?
ROSSI - O ano passado foi interessante para a SEB. Temos um modelo de negócios mais diversificado em vários segmentos da educação, mas nossa presença mais forte é na educação básica, que sofre menos com uma crise econômica. Fomos muito pouco afetados.
DINHEIRO - Quais são as expectativas para 2010?
ROSSI - Estamos em um momento de matrícula nas escolas e fechamento de contrato com nossas parcerias privadas [fornecimento de metodologia, conteúdo e material didático, treinamento de professores], que já indicam um ano bastante sólido também. Nosso modelo de negócios é 70% voltado para a educação básica e grande parte das matrículas é feita no primeiro trimestre.
DINHEIRO - Quais são os planos para o ensino superior?
ROSSI - Nosso foco no ensino superior é através do ensino a distância. Temos uma plataforma diferenciada única, que permite a interatividade entre alunos e professores no Brasil. Estamos expandindo licenças de operações para que possamos abrir novos cursos.
DINHEIRO - Quanto a empresa deve crescer em 2010?
ROSSI - Entendemos que, sem estas mudanças, vamos crescer de 20% a 25% em 2010. Se conseguirmos as licenças, vamos ampliar o crescimento para algo entre 40% e 45% este ano.
DINHEIRO - Em quais regiões pretendem entrar?
ROSSI - Temos preferências por regiões densamente populosas, como alguma capital e seu entorno. Estamos avaliando Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e uma capital no Nordeste, como Fortaleza ou Recife.
|
PELO MUNDO
A pizza de Buffett
Colocaram sal na relação entre a Kraft Foods e o bilionário Warren Buffett. A Kraft vendeu sua operação de pizza para a Nestlé por US$ 3,7 bilhões para aumentar sua oferta de compra da Cadbury. Buffett, dono de 9% da Kraft, foi contra a proposta e derrubou o papel da Cadbury, que fechou em baixa de 1,54% na quarta-feira 6.
Novartis compra Alcon
A suíça Novartis assumirá o controle do laboratório Alcon. O negócio prevê o pagamento de US$ 28 bilhões por 52% da companhia. O acordo foi fechado na segundafeira 4 e a ação da Novartis caiu 3,2% na Bolsa de Nova York
GM aposta na Índia
A GM planeja vender mais de 100 mil veículos na Índia com ajuda do Chevrolet Beat, informou o superintendente da companhia automotiva, Karl Slym. O novo carro foi apresentado na segunda-feira 4. O modelo terá preços que variam de US$ 7.214 a US$ 8.510
|
PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2 |