Dinheiro em ação Por MILTON GAMEZ com Denize Bacoccina, Juliana Schincariol e Márcio Kroehn
Papéis avulsos
O apetite da Braskem
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Marcelo Odebrecht: Negociações para comprar a Quattor
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A Braskem segue firme no intuito de consolidar- se como a maior petroquímica da América Latina. A empresa, controlada pelo Grupo Odebrecht e pela Petrobras, negocia a compra do controle da Quattor junto à família Geyer, dona da Unipar.
Se conseguir, torna-se um gigante com faturamento anual de R$ 30 bilhões. As ações da Unipar chegaram a subir 7,89% na terça-feira 5, na expectativa do anúncio do negócio pelo empresário Marcelo Bahia Odebrecht. Mas não houve. Detalhes sobre a capitalização da Nova Braskem e entraves jurídicos à venda da Quattor ainda precisam ser resolvidos.
Um dos herdeiros do clã vendedor, Alberto Geyer entrou na Justiça do Rio de Janeiro para impedir a operação. "Não estou vendendo nada. Estou comprando", afirmou Geyer à DINHEIRO na quinta 7. Ele afirma que quer comprar as ações das irmãs Maria, Vera e Cecília, por R$ 240 milhões.
"Pago à vista", promete. "Compro todo mundo e continuo tocando o negócio como faço há 40 anos." Para o analista Erick Scott, da SLW corretora, a aquisição vai acontecer. Cedo ou tarde. "Alberto Geyer tem força para barrar as negociações, mas provavelmente será feito um acerto entre as partes e o negócio deve sair", diz ele. Melhor esperar para ver.
DESTAQUE NO PREGÃO
Cemig vai às compras
Depois de aumentar a participação na carioca Light, a Cemig deverá fazer aquisições de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões em 2010, informou o presidente da companhia, Djalma Bastos, na segundafeira 4. A estatal mineira deverá aumentar sua participação para 39% na Light após a conclusão dos contratos de compra e venda da participação da Andrade Gutierrez e da Equatorial Energia. O negócio pode chegar R$ 1,6 bilhão.
palavra de analista
Os negócios mais recentes da Cemig não devem alterar o pagamento de dividendos, na visão da analista do Geração Futuro, Cristiane Fensterseifer. "É uma empresa boa, tem bom histórico de gestão. As ações ainda têm um bom espaço para subir em 2010", diz. O desempenho depende de demanda de energia, revisões tarifárias e das próximas aquisições
Banco do Brasil
Icatu na Brasilcap
A banqueira Katy de Almeida Braga, da Icatu, será a sócia principal do Banco do Brasil na Brasilcap, empresa de títulos de capitalização. A escolha faz parte da reestruturação societária que o BB vem promovendo nas empresas de seguridade para ficar com a maior parte dos lucros e engordar seus resultados. Deverão sair a SulAmérica e a Aliança da Bahia. A Icatu deve ampliar sua fatia e deter o controle das ações ordinárias. O BB ficará com a maior parte das ações preferenciais. Em 2009, as ações do banco subiram 117%.
Quem vem lá
Querida, encolhi a PDG
A incorporadora PDG Realty, presidida por Zeca Grabowsky, será a primeira empresa com controle disperso do setor de construção civil no Brasil. O fundo de participações Pactual Capital Partners (PCP), dono de 28,6% do capital social, venderá a maior parte de sua participação na companhia imobiliária em uma oferta secundária de ações. O atual presidente do conselho de administração da PDG Realty, Gilberto Sayão, ex-Pactual, criou a Vinci Partners e deve manter uma parte da empresa, em torno de 10% da oferta pública. No comunicado que fez ao mercado na segunda 4, Sayão diz que há grande espaço para a consolidação do setor imobiliário, "gerando ganhos de escala e melhorias operacionais para a companhia".
fique de olho
A oferta é estimada em R$ 1,93 bilhão. O preço por ação será definido conforme a demanda
educação financeira
Não estranhe se a palavra "ex" aparecer ao lado do nome de uma ação no Home Broker. Este não é um sinal de que ela está excluída das negociações. O símbolo indica que os diretos sobre dividendos, juros sobre o capital próprio, bonificações e subscrições já foram exercidos. Bradesco e Itaú Unibanco, que distribuem dividendos mensalmente, estão constantemente acompanhados das duas letrinhas.
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