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FINANÇAS

CHEQUES MILIONÁRIOS

Banco Santos fatura alto com descontos

Lucia Kassai

Luigi Bongiovani; Bruno Schultze
Nei muniz: uma forma mais segura de fazer empréstimo às empresas médias

Os especialistas dizem que no Brasil em breve só restarão os bancos que se tornarem muito grandes ou altamente especializados. O Banco Santos, com R$ 3,5 bilhões de ativos, conseguiu crescer nos últimos seis anos graças à segunda opção. Ele se dedica principalmente a fazer operações de desconto de cheques pré-datados, duplicatas e faturas de cartão de crédito, o que na gíria do mercado se chama de “chequinho”. É um trabalho de formiga, que lida com pequenas fábricas e lojinhas com faturamento médio de R$ 1 milhão por ano. De sua carteira de crédito de R$ 780 milhões, 65% são negócios feitos dessa maneira.

Funciona assim: um supermercado compra mercadoria com prazo de pagamento de 60 dias. Mas o fornecedor precisa do dinheiro à vista. O banco entra pagando o fornecedor antecipadamente, mas com desconto. Na hora do supermercado pagar, o banco aparece para receber. “É uma forma de empréstimo. Só que as garantias são mais consistentes”, diz Nei Muniz, diretor de crédito do Santos. A inadimplência dessa carteira é, em média, de 3% das operações, contra 8% nos empréstimos pessoais. “Desconto de documentos é a coqueluche do mercado”, diz Luiz Claudio Vieira, analista da Atlantic Rating. Ele conta que um número cada vez maior de instituições financeiras de pequeno e médio porte deixou de emprestar dinheiro diretamente às empresas para fazer o desconto de notas promissórias e duplicatas. O Banco Safra, entre os grandes, é o que mais fatura com esse tipo de operação. Há instituições como o Daycoval, que operam exclusivamente com elas. BicBanco e BMC caminham na mesma direção. O Panamericano, do apresentador Sílvio Santos, amarra operações com os lojistas que fornecem mercadorias para o seu Baú da Felicidade. “A vantagem do Santos nesse mercado é que ele atua com muita rapidez e eficiência”, diz Rafael Guedes, diretor da Fitch Rating. O Santos fecha uma operação a cada doze minutos, menos tempo do que se leva para pagar uma conta na fila do banco.

 

 
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