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01 de maio de 1996
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SOCIEDADE

Geléia real
Ex-marido bebe e fica violento. Princesa vai à DP pedir ajuda


Nobreza no nome e sangue azul nas veias, essa gente de bem também atira objetos um na cabeça do outro, destrói coisas e rasga roupas quando fica nervosa dentro de casa e pode até parar na delegacia. Acredita não? Pois essa é a história da princesa Cristina Maria do Rosário de Bourbon Orleans e Bragança, 45 anos, tataraneta de D. Pedro I. Na quinta-feira 25 ela pediu a ISTOÉ: "Por favor, não façam muito escândalo." Na verdade, o escândalo estava feito desde a sexta-feira 19 quando a princesa pisou a 105a. Delegacia de Polícia na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, onde reside todo um ramo da Família Imperial brasileira. E por que a princesa foi lá na DP? Show de horrores: é que seu ex-marido José Carlos Calmon de Brito Júnior se tornou violento após a separação do casal em dezembro do ano passado - e fica ainda mais violento quando toma uns goles a mais (Bourbon, quem sabe). Ele se apossou da casa de dois andares da princesa e estaria até ameaçando sequestrar as filhas dela (Ana Tereza, 14 anos, e Paola, 12, nascidas do casamento de Cristina Maria com o príncipe polonês John Paul Sapieha). Para dar um basta em tudo isso, ela levou à DP objetos voadores que foram destruídos pelo ex-marido, entre eles uma tela do pintor Emeric Marcier, um guache de Franck Shaeffer e seis peças de roupas rasgadas. Mais: sobre uma foto de D. Pedro II, que estava num porta-retratos, alguém escreveu (quem? quem?) a palavra "safado". Enquanto não volta para casa, a princesa está morando com as duas filhas no Palácio Grão-Pará, residência de seu pai, D. Pedro Gastão de Orleans e Bragança.
FALA Mariano Damasceno, que foi empregado do casal:
ISTOÉ - O sr. chegou a ver muitas brigas?
Damasceno - Eles brigavam muito, principalmente quando ele bebia.
ISTOÉ - E por que brigavam?
Damasceno - Ele sentia muito ciúme dela.
FALA a princesa Cristina Maria:
ISTOÉ - Dizem que ele e a sra. bebem muito.
Cristina Maria - Bebo um copo de cachaça na casa de meu pai, uma taça de vinho na casa de meu irmão. Mas não me descontrolo.
ISTOÉ - O sr. Brito Júnior é alcoólatra?
Cristina Maria - Precisa de tratamento.


FUTEBOL

Coisas de Romário


O primeiro gesto ele justificou como sendo uma homenagem à cervejaria que o patrocina (Brahma, a número 1). O segundo, como uma simples dança do tchan. Irreverente na entrada, Romário foi também irreverente na saída. Na quinta-feira 25, ao ser absolvido pelo Tribunal Desportivo da Federação de Futebol do Rio de Janeiro da acusação de atitude antidesportiva (oito votos a três) no jogo contra o Fluminense no domingo 21, o artilheiro do Flamengo saiu-se com essa: "Peço desculpas se alguém se sentiu ofendido. A partir de agora, no máximo, vou mandar beijos."



Souza, o bota fogo


Digno de Nelson Rodrigues, amante do futebol e das tragédias cotidianas, o caso entre os jogadores do Botafogo Souza (no detalhe) e Silas (foto maior): informado pelo irmão de que sua mulher, Solange, o traíra com Souza, Silas deu duas surras no companheiro (uma na rua, outra no vestiário). Souza entrou em campo no domingo 21 com o olho roxo. E o que fez com Solange? "Eu a perdôo, ela foi seduzida por aquele safado." Na quinta-feira 25, ao entrar em campo contra o Madureira, o amigo-traidor foi saudado pela torcida com o corinho: "Ê, ô, ê, ô, o tarado é um terror." Durante o jogo, a gozação continuou a rolar: "Passa a bola pro come-quieto", "cuidado com o comilão."


PERSONAGEM

E o doutor Waldir não pode parar


Cada cabeça uma sentença, e poucos sabem disso como o advogado paulista Waldir Troncoso Peres, 72 anos, um dos maiores criminalistas brasileiros de todos os tempos. Troncoso Peres viveu meio século de carreira nas mãos de jurados e na expectativa de seus veredictos. Não foi diferente na quarta-feira 24, quando ele pisou a 5a. Vara do Tribunal do Júri de São Paulo anunciando a sua despedida - cada cabeça uma sentença, e por quatro votos contra três os jurados decidiram que Troncoso Perez vai continuar trabalhando. Explica-se: ele perdeu, e por ter perdido terá de prosseguir na luta para livrar seu cliente. Para quem tanto ganhou nos tribunais, e tão pouco perdeu, a "causa do adeus" até que era fácil demais: a defesa do engenheiro civil Ricardo Waquil, 35 anos, acusado de agredir e tentar matar em novembro de 1989 a sua ex-namorada Flávia Haddad, 28 anos. A agressão é incontestável, mas prova técnica de tentativa de homícidio não há (tanto que o próprio juiz da 5a. Vara, Sérgio Rui da Fonseca, em 1990 desclassificou a acusação de tentativa de homicídio e a transformou apenas em lesão corporal). E era também o assistente da promotoria Carlos Edson Martins que na véspera do julgamento admitia a ISTOÉ: "Mesmo que o Waquil seja condenado o crime estará prescrito a depender da pena dada pelo juiz. E temos pela frente o doutor Waldir e a pressão para que ele saia vitorioso de seu último júri." Mas então por que Troncoso Peres perdeu? No teatro do tribunal, a personagem do doutor Waldir falou de forma erudita demais e não se fez entender pela maioria dos jurados (quatro mulheres, três homens). Além disso, era humano e inevitável que no momento que seria do adeus o doutor Waldir teatralizasse ao extremo - encenou uma ópera ("o beijo é uma sinfonia como a que o amor improvisa na boca") contra uma promotoria que lançou mão do mais comum dos jargões ("a vítima era presa frágil diante de um brutamontes como o réu"). Perdeu o doutor Waldir (o réu foi condenado a dois anos e dois meses) e agora não há dúvida de que ele vá continuar. Primeiro pelo bom humor: "Tomei um banho de salmora para me recuperar da sova", disse ele a ISTOÉ na manhã seguinte. Segundo, pela convicção de que "não se abandona um cliente na beira da estrada". E, finalmente, porque o doutor Waldir sabe que, na hora do adeus, ele perdeu para a mentira: o apertado quatro a três mostra que não está provada a tentativa de homicídio. "Sempre lutei e lutarei pela verdade e pela liberdade do homem."


MISTÉRIO

Quem é Rio Brancoy?


Ele tem 15 anos, é surdo-mudo, atende pelo nome de Rio Brancoy e, desde o sábado 20, se tornou um mistério para as autoridades cariocas. Menor de idade e desacompanhado, Rio Brancoy viajou dois meses de navio, passou pela África, chegou clandestinamente a Portugal e de lá foi deportado para o Rio de Janeiro. Brancoy se diz carioca (e por isso as autoridades o mandaram para o Rio), mas se comunica melhor em inglês que em português e nunca ouviu falar de Copacabana ou do Flamengo. Diz também que vive nas ruas desde os nove anos, mas tem obturações recentes e de excelente qualidade, segundo pedagogos do Instituto Nacional de Educação de Surdos, para onde foi levado. Na quinta-feira 25, se comunicando por sinais através de um intérprete, ele falou a ISTOÉ:
ISTOÉ - Por que você conhece mais o inglês?
Brancoy - Porque aprendi a me comunicar aos 12 anos com um surdo americano.
ISTOÉ - Onde estão seus pais?
Brancoy - Eles são ruins, não quero falar deles.


PUBLICIDADE

Tetê do ouro


O júri do 21o. Anuário do Clube de Criação de São Paulo, a mais importante premiação da propaganda brasileira, tinha quatro medalhas de ouro para entregar na segunda-feira 22. Pois três delas acabaram nas mãos da publicitária gaúcha Tetê Pacheco, 32 anos, redatora da agência W/Brasil, de São Paulo. Entre as suas peças mais premiadas está a da campanha intitulada Insensatez, criada em parceria com Itagiba Lages, para um perfume da linha Boticário. Tetê parou por aí? Não. Além dos ouros e mais ouros, levou uma medalha de prata, cinco de bronze e oito menções honrosas. "A Tetê é minha", morre de ciúme o publicitário Washington Olivetto, presidente da W/Brasil.

Você já falou ou ouviu essa frase: comprei um p... som. Pois foi nela que a agência paulista Propaganda Registrada se inspirou para anunciar no Brasil o Pioneer Linar System, equipamento de som japonês conhecido no mundo inteiro. Eis como ficou o anúncio: A Pioneer comunica o lançamento no Brasil de sua exclusiva Pioneer Puttasson Technology. Os japoneses gostaram da idéia? "Eles não entendem uma palavra de português", diz Barbara Justo, executiva da Pioneer no País.


HOLLYWOOD

Maldição da criptonita

A atriz Margot Kidder, 47 anos, que interpretou nas telas a namorada do Superman (vivido por Christopher Reeve), foi encontrada na quarta-feira 24 vagando num beco do subúrbio de Glendale, ao norte de Los Angeles. Havia três dias que ela estava desaparecida. "Cortei meus cabelos com uma faca porque estava sendo perseguida", disse Margot aos policiais, demonstrando claros sintomas de perturbação mental (ela está agora internada numa clínica psiquiátrica). A atriz estava suja, muito assustada e com dois dentes quebrados. Margot, que formou par com Christopher Reeve de 1978 a 1987 (ela era a jornalista Lois Lane, companheira do Super-Homem), desapareceu no domingo 21 no Aeroporto Internacional de Los Angeles enquanto aguardava um vôo para Phoenix. Em 1990 ela colocou um ponto final na carreira, após sofrer um acidente durante uma filmagem. Desde então viu-se forçada a usar ocasionalmente cadeira de rodas. A história de Margot parece ser o arremate da maldição da criptonita, a pedrinha verde que tirava todos os poderes do Super-Homem - uma vez que também ele está entrevado (tetraplégico) numa cadeira de rodas, desde maio do ano passado, devido a uma queda de cavalo durante uma competição.


KART INDOOR

Direção perigosa


Na terça-feira 23, depois de cinco horas de cirurgia, a digitadora paulista Fernanda Monteiro recebeu a notícia: ficará paraplégica, ou seja, perdeu os movimentos do estômago para baixo. Quatro dias antes da operação, Fernanda pilotava um kart numa pista indoor na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo, quando na primeira volta seus cabelos presos num rabo-de-cavalo se soltaram e enroscaram na correia do motor do kart. Ela sofreu fratura da coluna cervical, rompimento da medula e teve um terço do couro cabeludo arrancado. O acidente com a estudante não é o primeiro ocorrido em pistas de Kart Indoor, a nova vibração do momento, mas é sem dúvida o mais grave até agora. O crescimento desenfreado das pistas de kart indoor (há mais de 100 circuitos em todo o País) e a inexistência de regulamentação em qualquer órgão são uma bandeira verde para os riscos de acidentes. A seguir, as normas básicas de segurança do Kart Indoor seguidas na Europa e nos Estados Unidos:
Uso obrigatório de capacete, balaclava, luvas, elásticos para pilotos com cabelo comprido e macacão especial para amortecer impacto em caso de queda
Proteção no tanque de combustível para evitar vazamentos (o motor funciona em alta temperatura e é facilmente inflamável)
Manutenção permanente dos equipamentos
Diretor de prova rigoroso que imponha essas normas e regras


DICIONÁRIO

Aurélio mais gordo


Acaba de chegar à editora Nova Fronteira a edição atualizada do Aurélio. Lançamento previsto para 1997, seis anos após a morte de seu autor, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa será 30% maior que o atual, que tem 130 mil verbetes. Algumas inclusões:
Aeróbica - Modalidade de condicionamento físico que, mediante exercícios rápidos e ritmados, aumenta a oxigenação tecidual.
CDB - Certificado de depósito bancário.
Príon - Agente infeccioso que não tem vida, e que se supõe seja uma forma modificada da proteína PRP; pode ser contraído, por exemplo, pela ingestão de carne de animal contaminado.


MEIO AMBIENTE

Chico Mendes, ainda


Marina Silva de Souza pensou ter chegado longe demais ao conquistar, aos 36 anos, uma cadeira no Senado nas eleições de 1994. Agora, aos 38, a senadora eleita pelo Acre tem o seu nome reconhecido internacionalmente: na segunda-feira 22, ela foi anunciada como uma das ganhadoras do Prêmio Goldman de Meio Ambiente, dado pela Goldman Enviromental Foundation, de São Francisco (EUA). Na década de 80, Marina Silva começou a trabalhar na organização pacífica de seringueiros contra a devastação da Amazônia, ao lado de Chico Mendes. Depois do assassinato do sindicalista, em 1988, ela conseguiu transformar em reserva ecológica 1,9 milhão de hectares de terras no Acre. O Prêmio Goldman de Meio Ambiente é uma iniciativa de Richard Goldman e de sua mulher, Rhoda, herdeira da Levi Straus. Chico Mendes (e sua morte) continua rendendo alto: o Prêmio da senadora é de US$ 75 mil. Os outros premiados:
Ndyakira Amooti, jornalista de Uganda que defende fauna e flora africanas
Edwin Bustillos, ativista mexicano que tenta criar uma reserva biosférica
Mahesh Chander Mehta, advogado indiano que luta contra a poluição do Rio Ganges
Bill Ballantine, um biólogo neozelandês que defende reservas marinhas
Albena Simeonova, cientista búlgara que luta contra a poluição do ar por agentes cancerígenos.


POLÍCIA

A assaltante de Paris


Foi em busca de "emoções fortes" e, "por que não dizer, de dinheiro também", que a atriz brasileira Luciana Rodrigues Gratival, 23 anos, começou a assaltar em Paris - ela entrava nos estabelecimentos com uma pistola automática na mão e seu amante, o francês Michel Ortiz, dava cobertura na porta. Primeiro foram lojas de cosméticos, depois institutos de beleza e finalmente joalherias e uma agência bancária. Luciana acabou presa. Na sexta-feira 26, depois de uma semana de xadrez, duas notícias cercavam a vida de sua família na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Primeiro a boa notícia: o ex-marido da atriz, um francês chamado Philippe que ela conheceu nos tempos em que morou em Copacabana, garantiu à família de Luciana que "um excelente" advogado já estava cuidando dela. "O Philippe é gente muito boa, a gente confia nele", diz o pai da atriz, o taxista João Gratival. Agora a notícia ruim para a família: o consulado do Brasil na França declarou taxativamente que não tem "dotação de verba" para esses casos - ou seja, nada poderá fazer para livrá-la da cadeia. Antes de se tornar assaltante, Luciana trabalhou em Paris como modelo e fez uma pontinha no filme pornô Emanuelle 7. "Há dois anos que eu não tinha notícias dela", diz a mãe de Luciana, a dona de casa Tânia Maria. E conclui: "Mas assaltar lojas de cosméticos combina bem com ela, porque desde criança a Luciana vivia fazendo máscaras de beleza." Detalhe: resta saber o que a moça fazia de pequena para vir a assaltar bancos quando adulta.


DESPLUGADOS DO MUNDO

Os americanos ficam em média quatro horas por dia diante da televisão, segundo dados da agência de pesquisa Nielsen. Para salvar o país do vício televisivo, a entidade Estados Unidos sem Televisão organizou na terça 23 a campanha Desligue sua tevê por uma semana. Estima-se a adesão de três milhões de americanos


CORRIDA MALUCA

Uma disputa entre os comandantes de dois navios gregos para ver quem atracaria primeiro no porto da ilha de Paros, no mar Egeu, causou um grave acidente no sábado 20: um dos navios encalhou em um banco de areia e derramou óleo nas praias e o outro trombou contra o atracadouro. Nenhum passageiro se machucou


RELÍQUIA MACABRA

A decisão foi anunciada na segunda 22: os instrumentos usados pelo canibal Jeffrey Dahmer para cortar, triturar e dilacerar 17 pessoas serão leiloados. O dinheiro será revertido para os familiares das vítimas. Entre os objetos destacam-se martelos, facas e serras elétricas


MEU CORAÇÃO BATE FELIZ

Na segunda 23, no dia que completaria 99 anos, Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, recebeu uma homenagem
antecipada por seu centenário: a Associação dos Amigos da Travessa do Ouvidor inaugurou no centro do Rio de Janeiro uma estátua de bronze do autor de Carinhoso. Em
tamanho natural, 1,70m, feita pelo artista plástico Otto Dumovich


AJUDEM O OSÓRIO NO ALUGUEL

Quem é o deputado federal Osório Adriano? Acompanhe: é um dos maiores empresários do Distrito Federal, milionário, dono da fábrica da Coca-Cola na região Centro-Oeste, proprietário de concessionárias de automóveis e de outros diversos negócios e morador de cinematográfica mansão na região nobre de Brasília. Apesar de toda a excelente condição financeira, Osório Adriano recebe o auxílio-moradia da Câmara dos Deputados - hoje fixado em R$ 3 mil. Apenas 1% dos deputados abre mão desse auxílio (incentivo para que desocupem os apartamentos funcionais, segundo o Regimento Interno da Câmara). Os seis deputados habitacionalmente corretos são Sérgio Naya (PPB-MG), Wigberto Tartuce (PPB-DF), Chico Vigilante (PT-DF), Maria Laura (PT-DF), José Luiz Clerot (PMDB-PB) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC).


Os livros do mestre
A Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista, comprou a biblioteca (25 mil títulos) do sociólogo Florestan Fernandes, morto em agosto do ano passado. É um dos mais ricos acervos do País na área das ciências humanas e estará à disposição do público para consulta dentro de três meses. O valor da transação não foi revelado.

O assassino de Peres
O empresário Alcides José Peres, de Brasília, foi assassinado com 11 tiros dentro de seu carro na quarta-feira 24. Era proprietário da empresa Sainel Médico Hospitalar. Peres esteve envolvido num rumoroso caso de tráfico de influência durante a CPI do Orçamento em 1993. Era ele, também, quem geralmente ganhava as concorrências para abastecer de veneno e vacinas a Fundação Nacional da Saúde. A Sainel iria entrar em mais uma concorrência na terça-feira 30. A polícia acha que o crime pode ter sido vingança.

Paz dos cemitérios
Autoridades da área de segurança em São Paulo começam a discutir uma tese polêmica: fechar os bares da cidade a uma hora da manhã para diminuir a criminalidade. Desde que o mundo é mundo, vale o ditado: "A melhor polícia são a chuva e o frio" - ou seja, ninguém sai de casa e nada acontece nas ruas. Reina a paz, mas é a paz dos cemitérios. Se bons cidadãos não puderem frequentar bares depois da uma hora para evitar ação de bandidos, então ser bom significa ficar mesmo refém desses bandidos.

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