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Outra do PMDB com
o governo
Desta vez a confusão é com o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF),
a principal ferramenta da área econômica para fechar as contas do
País. Mas o FEF só vale até o final do ano. Para o governo, é decisiva
a aprovação de uma emenda constitucional prorrogando sua vigência,
que está em tramitação no Congresso. E é aí que mora o perigo. O
líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, ficou tiririca quando
soube que seu partido foi impedido de mexer no tal bolão de R$ 2
bilhões de sobras de caixa do Orçamento de 99 que serão distribuídos
neste final de ano. O ministro Eliseu Padilha, por exemplo, não
poderá decidir para onde vai o dinheiro de sua área porque as verbas
para as pastas comandadas pelo PMDB saíram com destinatários predeterminados
pelo Ministério do Orçamento e Gestão. Pois bem, Geddel retaliou.
Chamou o deputado Pinheiro Landim (PMDB-CE) e pediu que ele apresentasse
um requerimento retirando o FEF da pauta. Agora só tramita novamente
se o governo voltar atrás nas verbas do PMDB.
Indústria da liquidação
Os liquidantes do Banco Central já não têm mais sossego.
Depois que o BC deflagrou uma devassa na massa falida do Bamerindus,
estão pipocando dossiês contra os responsáveis por outras liquidações.
Há poucos dias, a Associação Nacional dos Credores do Banco Brasileiro
Comercial (BBC) enviou uma dura carta ao presidente do BC, Armínio
Fraga. Atinge em cheio o liquidante João Bosco Muffato.
Desvãos da inflação
O deputado Rodrigo Maia (PTB-RJ) fez as contas. Depois que o governo
federal decidiu usar o IPC-A como índice oficial das metas de inflação,
houve um incremento nas dívidas dos Estados com a União. É que essas
dívidas continuam sendo atualizadas pelo IGP-DI, mais 6% ao ano.
Totalizam, hoje, R$ 105 bilhões. Se fossem contadas pelo IPC-A,
ficariam em R$ 94 bilhões. Dá uma diferença de R$ 11 bilhões. Logo,
logo os governadores vão pedir renegociação.
A conferir
O jornalista Cláudio Humberto informa em sua coluna que o PFL já
desistiu do ministro dos Esportes, Rafael Greca. Mas, segundo ele,
já está acertado: o substituto terá de manter as bênçãos do governador
Jaime Lerner.
Do mesmo pó
À direita, em preto-e-branco, Victoria Hernao, detida pela polícia
argentina depois de denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo
seu marido, o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. À esquerda,
no Brasil, Alda Inês, ex-namorada do traficante Fernan-dinho Beira-Mar,
durante depoimento à CPI do Narcotráfico. Mera coincidência a semelhança
entre as duas? Ou será que Fernandinho e Pablo Escobar têm um gosto
muito parecido?
" Acabar com o tráfico? Basta legalizarem todas
as drogas"
Do deputado Fernando Gabeira (PV - RJ), dando sua estranha receita
à CPI do Narcotráfico
Do mesmo pó
À direita, em preto-e-branco, Victoria Hernao, detida pela polícia
argentina depois de denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo
seu marido, o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. À esquerda,
no Brasil, Alda Inês, ex-namorada do traficante Fernan-dinho
Beira-Mar, durante depoimento à CPI do Narcotráfico. Mera coincidência
a semelhança entre as duas? Ou será que Fernandinho e Pablo
Escobar têm um gosto muito parecido? |
Rápidas
- A Thomson, derrotada no projeto Sivam, não ficará de mãos abanando.
Poderá fornecer equipamentos de comunicação para o projeto com
o financiamento de US$ 500 milhões.
- Há 500 mil imóveis vazios no País. Culpa da inadimplência causada
pe-la defasagem entre os altos juros cobrados nos financiamentos
da casa própria e o preço do mercado
- A Fiocruz conseguiu produzir camisinhas com borracha do Acre
a R$ 0,02 a unidade. As importadas da China foram barradas pelo
olfato de José Serra: "Cheiravam a galinha queimada."
Por Tales Faria
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