Nº 1574 – 01 de dezembro de 1999 

Outra do PMDB com o governo
Desta vez a confusão é com o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), a principal ferramenta da área econômica para fechar as contas do País. Mas o FEF só vale até o final do ano. Para o governo, é decisiva a aprovação de uma emenda constitucional prorrogando sua vigência, que está em tramitação no Congresso. E é aí que mora o perigo. O líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima, ficou tiririca quando soube que seu partido foi impedido de mexer no tal bolão de R$ 2 bilhões de sobras de caixa do Orçamento de 99 que serão distribuídos neste final de ano. O ministro Eliseu Padilha, por exemplo, não poderá decidir para onde vai o dinheiro de sua área porque as verbas para as pastas comandadas pelo PMDB saíram com destinatários predeterminados pelo Ministério do Orçamento e Gestão. Pois bem, Geddel retaliou. Chamou o deputado Pinheiro Landim (PMDB-CE) e pediu que ele apresentasse um requerimento retirando o FEF da pauta. Agora só tramita novamente se o governo voltar atrás nas verbas do PMDB.

Indústria da liquidação
Os liquidantes do Banco Central já não têm mais sossego. Depois que o BC deflagrou uma devassa na massa falida do Bamerindus, estão pipocando dossiês contra os responsáveis por outras liquidações. Há poucos dias, a Associação Nacional dos Credores do Banco Brasileiro Comercial (BBC) enviou uma dura carta ao presidente do BC, Armínio Fraga. Atinge em cheio o liquidante João Bosco Muffato.

Desvãos da inflação
O deputado Rodrigo Maia (PTB-RJ) fez as contas. Depois que o governo federal decidiu usar o IPC-A como índice oficial das metas de inflação, houve um incremento nas dívidas dos Estados com a União. É que essas dívidas continuam sendo atualizadas pelo IGP-DI, mais 6% ao ano. Totalizam, hoje, R$ 105 bilhões. Se fossem contadas pelo IPC-A, ficariam em R$ 94 bilhões. Dá uma diferença de R$ 11 bilhões. Logo, logo os governadores vão pedir renegociação.

A conferir
O jornalista Cláudio Humberto informa em sua coluna que o PFL já desistiu do ministro dos Esportes, Rafael Greca. Mas, segundo ele, já está acertado: o substituto terá de manter as bênçãos do governador Jaime Lerner.

Do mesmo pó

À direita, em preto-e-branco, Victoria Hernao, detida pela polícia argentina depois de denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo seu marido, o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. À esquerda, no Brasil, Alda Inês, ex-namorada do traficante Fernan-dinho Beira-Mar, durante depoimento à CPI do Narcotráfico. Mera coincidência a semelhança entre as duas? Ou será que Fernandinho e Pablo Escobar têm um gosto muito parecido?

" Acabar com o tráfico? Basta legalizarem todas as drogas"
Do deputado Fernando Gabeira (PV - RJ), dando sua estranha receita à CPI do Narcotráfico

Do mesmo pó
À direita, em preto-e-branco, Victoria Hernao, detida pela polícia argentina depois de denúncias de lavagem de dinheiro envolvendo seu marido, o narcotraficante colombiano Pablo Escobar. À esquerda, no Brasil, Alda Inês, ex-namorada do traficante Fernan-dinho Beira-Mar, durante depoimento à CPI do Narcotráfico. Mera coincidência a semelhança entre as duas? Ou será que Fernandinho e Pablo Escobar têm um gosto muito parecido?

Rápidas

  • A Thomson, derrotada no projeto Sivam, não ficará de mãos abanando. Poderá fornecer equipamentos de comunicação para o projeto com o financiamento de US$ 500 milhões.
  • Há 500 mil imóveis vazios no País. Culpa da inadimplência causada pe-la defasagem entre os altos juros cobrados nos financiamentos da casa própria e o preço do mercado
  • A Fiocruz conseguiu produzir camisinhas com borracha do Acre a R$ 0,02 a unidade. As importadas da China foram barradas pelo olfato de José Serra: "Cheiravam a galinha queimada."

Por Tales Faria

 
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