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E S P E C I A L
Vedete multiuso
A quitosana parece ser uma espécie de vedete multiuso. Além de estar fazendo sucesso contra o excesso de peso e parecer ter eficácia no controle do colesterol, a fibra tem outras utilizações, em alguns casos bem diferentes da que está levando milhares de pessoas às farmácias. Pode parecer estranho, mas no Japão e na Coréia, por exemplo, a substância é usada na purificação da água residual de várias indústrias justamente pelo fato de a fibra apresentar capacidade de atrair metal pesado, como o chumbo. Colocada na água usada nos processos industriais, a quitosana se liga aos poluentes, que depois são retirados e eliminados por meio de tratamento químico. Por apresentar capacidade bactericida e fungicida, a fibra também é utilizada no Japão para proteger verduras e legumes do ataque de bactérias e fungos. Essa proteção é garantida depois que os alimentos são imersos num gel que tem a quitosana como componente principal. Em seguida, forma-se sobre os produtos uma fina película protetora. E é exatamente por apresentar atividade contra micróbios que a fibra também vem sendo usada, em Cuba, no tratamento de queimaduras. Membranas feitas a partir da quitosana são colocadas sobre os ferimentos, protegendo-os de infecções e favorecendo o processo de cicatrização. Os resultados são tão animadores que se estuda, inclusive, a produção de pele artificial que incluiria a fibra entre seus componentes. “A quitosana também é biocompatível, se adaptando ao organismo, e que por isso mesmo não precisa ser retirada”, explica Afrânio Aragão Craveiro, da Universidade Federal do Ceará. O potencial da fibra não pára por aí. A propriedade biocompatível também credencia a quitosana a ser considerada como uma das alternativas de matéria-prima na produção de fios de sutura cirúrgica e até de lentes de contato. Leia também: Uma nova onda do mar
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