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Receita
antiestresse
Uma
mesma pergunta, a dez moradores da cidade. Como o
esporte ajuda a tornar São Paulo melhor? A resposta é quase
unânime. Sem exercícios, seria difícil suportá-la.
Celso
Fonseca
Márcio
Zemel
46 anos, ciclista, corredor e dono das grifes
Les Fílos e Anni Future
“São Paulo perdeu um de seus maiores valores,
que é a qualidade de vida. Há, pela atividade
física, uma tentativa de resgate desta qualidade
de vida. Com atividades físicas se fica menos sensível a doenças.
O que sinto é que não há ciclovias. Vou de casa, no Morumbi,
até a confecção no Bom Retiro, mas ninguém respeita. Pedalo
36 km de ida e volta.”
Eduardo
Suplicy
62 anos, senador pelo Partido dos Trabalhadores
“O esporte é parte da minha vida desde criança. Praticava
no Colégio São Luiz, no Clube Paulistano e no Clube Harmonia
de Tênis. Hoje, vou ao Ibirapuera nos finais de semana. É
fundamental para a saúde física e mental. Os parques em São
Paulo são amplamente utilizados e, se houvesse mais, a utilização
com certeza seria maior.”
Tatiana
Abicair
31 anos, personal trainer de Marta Suplicy e de
Eduardo Suplicy
“A gente leva uma vida neurótica, trânsito, poluição, ginástica.
O esporte é uma prioridade para continuar vivendo. A hora
da ginástica é a hora de rebobinar as energias, para dar conta
de fazer tudo o que temos que fazer, inclusive para ter um
coração que suporte o dia-a-dia. Por isso, é preciso ter sim
um horário para o esporte.”
Enquete
- De que forma o esporte melhora sua
vida?
Dada
Moreira
38 anos, jornalista e fotógrafo,
preside uma ONG para a inclusão de portadores
de necessidades especiais nos esportes
“O esporte torna as pessoas melhores. É difícil você ver
uma briga no Parque do Ibirapuera. Se as pessoas praticassem
mais esportes, haveria menos problemas psicológicos e físicos
e menos violência. Há oito anos, comecei a sentir os sintomas
da alexia (lesão cerebral que afeta a coordenação motora,
o equilíbrio, a fala e a visão) e o esporte foi fundamental.
Principalmente para aumentar a auto-estima.”
Vanessa
Schutz
23 anos, modelo e relações-públicas,
treinou
com o campeão de boxe Miguel de Oliveira e também gosta dos
esportes radicais
“Eu sou superansiosa, venho de Florianópolis e
ficar presa em São Paulo me deixa tensa. Aqui, o clima é de
trabalho. O boxe me tira a ansiedade, é para extravasar. Treino
duas horas por dia e fico com um condicionamento físico incrível
e saio relaxada. Gosto mesmo do ar livre, dos radicais. Preciso
da natureza, e, se não der para ir na praia, corro no Parque
do Ibirapuera.”
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