| Menina
dos olhos
A
prática de Yôga ganha espaço entre esportistas profissionais
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| Novos-zens:
o campeão de jiu-jitsu Oswaldo (à esq. e ao centro)
e a maratonista Isabel (à dir.) aderiram aos benefícios
da filosofia |
Gustavo
Fioratti
Enquanto corre pela ruas da Cidade Universitária,
a maratonista Isabel Cristina de Andrade se concentra melhor
em sua respiração. Guilherme Lá Ferrera
esbanja equilíbrio sobre a prancha que desliza nas
ondas de Maresias. No tatame, o campeão brasileiro
e paulista de jiu-jítsu Oswaldo Godoy relaciona melhor
os movimentos à sua capacidade muscular. Em comum,
estes esportistas têm um “conhecimento corporal”
– expressão muito usada por eles próprios
– mais amplo, desenvolvido pela prática do Yôga.
Muito conhecido por conciliar meditação e atividade
física, o Yôga influencia o dia-a-dia de seus
praticantes. A arquiteta Isabel começou a praticar
a Swásthya Yôga, a mais tradicional e antiga
das modalidades, junto com a maratona, há três
anos. Acabou deixando de comer carne. “A alimentação
adequada proporciona limpeza orgânica e energética”,
explica. Os benefícios, segundo ela, são inúmeros:
a respiração fica mais adequada e os riscos
de lesão diminuem. Alguns praticantes consideram apenas
os preceitos da filosofia do Yôga.
O estudante de direito Guilherme Lá Ferrera, por
exemplo, surfa há dez anos. Recém-iniciado na
atividade, nunca deixou de comer carne, e mesmo assim sentiu
uma evolução. “Meu poder de concentração
aumentou.” Ele faz três sessões semanais.
”Precisava de uma outra boa atividade física
complementar. E o Yôga pode ser bem puxado.” Para
Oswaldo Godoy, a palavra “puxado” é levada
a ferro e fogo. O campeão de jiu-jítsu pratica
Yôga todos os dias para completar o treino e a musculação,
também diários. “Comecei há dois
anos por causa de uma lesão na cervical e para melhorar
o meu alongamento.
Além de desenvolver exercícios respiratórios,
mexe com o corpo todo”, explica. Segundo a professora
de Yôga e presidenta da Federação de Yôga
do Estado de São Paulo, Nina de Holanda, a prática
antiga oferece um acervo extenso de técnicas para concentração,
oxigenação sanguínea, vascularização
cerebral e administração do stress. Outra vantagem:
os exercícios podem ser praticados em casa, no escritório,
num parque ou num jardim. O único requisito é
um ambiente tranquilo.
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