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BEM-ESTAR
12/11/2003

Menina dos olhos
A prática de Yôga ganha espaço entre esportistas profissionais

Fotos: Felipe Leal / Dárcio de Jesus
Novos-zens: o campeão de jiu-jitsu Oswaldo (à esq. e ao centro) e a maratonista Isabel (à dir.) aderiram aos benefícios da filosofia

Gustavo Fioratti

Enquanto corre pela ruas da Cidade Universitária, a maratonista Isabel Cristina de Andrade se concentra melhor em sua respiração. Guilherme Lá Ferrera esbanja equilíbrio sobre a prancha que desliza nas ondas de Maresias. No tatame, o campeão brasileiro e paulista de jiu-jítsu Oswaldo Godoy relaciona melhor os movimentos à sua capacidade muscular. Em comum, estes esportistas têm um “conhecimento corporal” – expressão muito usada por eles próprios – mais amplo, desenvolvido pela prática do Yôga. Muito conhecido por conciliar meditação e atividade física, o Yôga influencia o dia-a-dia de seus praticantes. A arquiteta Isabel começou a praticar a Swásthya Yôga, a mais tradicional e antiga das modalidades, junto com a maratona, há três anos. Acabou deixando de comer carne. “A alimentação adequada proporciona limpeza orgânica e energética”, explica. Os benefícios, segundo ela, são inúmeros: a respiração fica mais adequada e os riscos de lesão diminuem. Alguns praticantes consideram apenas os preceitos da filosofia do Yôga.

O estudante de direito Guilherme Lá Ferrera, por exemplo, surfa há dez anos. Recém-iniciado na atividade, nunca deixou de comer carne, e mesmo assim sentiu uma evolução. “Meu poder de concentração aumentou.” Ele faz três sessões semanais. ”Precisava de uma outra boa atividade física complementar. E o Yôga pode ser bem puxado.” Para Oswaldo Godoy, a palavra “puxado” é levada a ferro e fogo. O campeão de jiu-jítsu pratica Yôga todos os dias para completar o treino e a musculação, também diários. “Comecei há dois anos por causa de uma lesão na cervical e para melhorar o meu alongamento.

Além de desenvolver exercícios respiratórios, mexe com o corpo todo”, explica. Segundo a professora de Yôga e presidenta da Federação de Yôga do Estado de São Paulo, Nina de Holanda, a prática antiga oferece um acervo extenso de técnicas para concentração, oxigenação sanguínea, vascularização cerebral e administração do stress. Outra vantagem: os exercícios podem ser praticados em casa, no escritório, num parque ou num jardim. O único requisito é um ambiente tranquilo.

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