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Xô!
Chulé
O cheiro de queijo é o resultado
da festa que as
bactérias fazem no seu tênis
Lia
Bock
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COLEÇÃO:
infantil da Conga, a R$ 19; opção para substituir o modelito
importado |
Muitas mães pensam que o chulé persegue seus
filhos. Desesperam-se com o cheiro de queijo estragado que
infesta a casa. Mas o que elas não sabem é que,
na verdade, são as crianças que perseguem o
chulé. Isso mesmo! São elas que cultivam bactéria
por bactéria, as verdadeiras responsáveis pelo
mau-cheiro. As crianças não fazem isso para
provocar as mães nem por que gostam do cheiro. Mas
simplesmente porque cada vez que calçam novamente o
mesmo tênis que usaram ontem estão deixando as
bactérias crescerem felizes. Afinal, o pé é
naturalmente um ótimo local para o crescimento de microrganismos.
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| MARINA
e Marcela: bom é o tênis velho |
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“Ele é úmido, quente e escuro, bem do
jeitinho que as bactérias gostam”, explica a
dermatologista paulista Luciana Conrado. Quando os pequenos
insistem em usar o mesmo tênis, a umidade aumenta, o
calor cresce e pronto: lá estão elas se proliferando
e causando aquele cheiro. “Chulé é uma
questão ambiental”, diz a médica.
O conselho da dra. Luciana vai agradar aos filhos. “O
ideal seria ter cinco pares de tênis, para nunca repetir
muitas vezes o mesmo. Assim, as bactérias morreriam
antes de o pé entrar no tênis novamente”,
diz ela.
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CLIMA:
Coll da Adidas a R$ 299,90; palmilha antibactericida |
E, se a mãe acha que isso sai caro, a doutora é
categórica: “É só trocar o modelito
importado por cinco Congas. Sai quase o mesmo preço.”
É uma opção. Enxugar bem entre os dedos
também ajuda a conter a proliferação
das bactérias. Também vale colocar a sapateira
toda no sol de vez em quando.
A meia é essencial para não deixar o cheiro
impregnar o tênis, mas elas também podem ser
um prato cheio para o chulé. Portanto, têm que
ser trocadas todos os dias, sem exceção. Mas,
se o tênis já estiver impregnado. o conselho
da dra. Luciana é implacável:
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| MINI-HAVAIANAS:
para o verão, a R$ 7; ventilação total
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“A única solução é ir
para o lixo.” Mas a molecada não pensa assim
e prefere usar o tênis com chulé e tudo. “O
tênis que eu mais gosto tem um chulezinho. Eu já
comprei outro igual, mas é daquele mais velho que eu
gosto. Fazer o quê?”, questiona Marina Junqueira
de Freitas, 13 anos estudante do colégio Equipe. A
colega de escola Marcela Perreira Páez, 12 anos, tem
chulé na sapatilha do balé. Os talcos e fungicidas
podem ajudar, mas quando as bactérias já montaram
um condomínio, nem eles salvam. Os tênis ventilados
que estão na moda ajudam a arejar a região,
mas também não são a salvação
do chulé. O melhor negócio é tirar o
sapato ou o tênis sempre que puder e deixar os dedos
respirarem felizes.
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