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D R O G A S
Os extraditáveis
Reiniciada a operação de envio de traficantes da Colômbia para julgamento nos EUA
Melhor um túmulo na Colômbia do que uma cela nos Estados Unidos.” Durante a última década, essa foi a frase dos narcotraficantes colombianos em protesto contra a extradição para a terra do Tio Sam. Mas a mamata acabou. No domingo 21, foi enviado para os EUA o rei colombiano da heroína, Jaime Orlando Lara, 30 anos, acusado de distribuição da droga por uma rede sediada no Texas. Sob um forte esquema de segurança, Lara foi escoltado até uma base área da polícia da Colômbia. Cabisbaixo e algemado, o traficante assinou sua notificação de extradição antes de ser transportado em um avião americano. Quatro dias depois, mais um traficante preso na Colômbia a caminho dos Estados Unidos. O venezuelano José Flores Garmendia, um dos responsáveis pela distribuição de cocaína na Venezuela e um dos chefes da lavagem de dinheiro do Cartel de Cali, era levado com problemas respiratórios pelos agentes da DEA – órgão que controla as drogas nos EUA. Lara e Garmendia fazem parte de uma lista de 42 traficantes procurados pelo governo americano: “Os Extraditáveis.” Eles só puderam embarcar depois que houve uma modificação na Constituição da Colômbia permitindo a extradição. Sob pressão do presidente Bill Clinton, a emenda foi aprovada em 1997, mas só agora o presidente Andrés Pastrana resolveu levar em frente a operação. Coincidência ou não, caiu no colo do presidente colombiano US$ 1,5 bilhão de Washington para ajuda ao combate do narcotráfico. Porém Pastrana nega qualquer ligação e avisa que está cumprindo as leis internacionais. Cadeia para alguns, pavor para outros. No mesmo dia em que saiu a sentença de Lara, um carro-bomba explodiu em Bogotá matando sete civis. População e governo temem que uma onda de atos terroristas volte a se propagar pelo país, como aconteceu na década de 80, quando o capo das ações era o falecido e temido Pablo Escobar.
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