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Comecei a perceber uma outra dimensão do acidente quando furei o bloqueio policial pelos fundos de uma casa que, entre escombros, tinha uma turbina do Fokker 100 encravada na sala. Alí pude sentir na pele, no rosto, na respiração, toda uma tragédia.
Entre o movimento frenético de bombeiros, médicos e policiais, o que mais se sentia era uma incômoda mistura de calor proveniente dos restos do avião sobre as casas incendiadas, mesclado com o horrîvel cheiro de queimado dos corpos enfileirados pela rua. A partir daí, as imagens mostravam o terror de um acidente aéreo em zona urbana.
Os fotógrafos de ISTOÉ Carol Quintanilha e Juca Rodrigues estiveram também no local. Juntos não conversamos sobre o que vimos. Talvez por termos visto a tragédia, in loco.
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