|
Doses
de saúde
Preparar
a garotada para enfrentar os inimigos do corpo
por meio de vacinas é fundamental
|
Ilustração:
Roberto Weigand
|
 |
Nem
bem nasce, lá vai o bebê receber picadas daqui
e gotinhas dali. As vacinas garantem proteção
contra vários males. Suas descobertas provocaram forte
impacto na medicina moderna e foram motivo de grandes comemorações.
Por causa delas, felizmente, doenças graves e epidêmicas,
como a varíola, foram erradicadas da face do planeta.
Por isso, mesmo que o choro provocado pela agulha cause pena,
é importante vacinar o bebê.
A imunização é fundamental no primeiro
ano de vida. Durante os primeiros 12 meses, o bebê receberá
boa parte das vacinas necessárias para prepará-lo
a enfrentar possíveis inimigos. A BCG, indicada contra
tuberculose, é uma delas. Até um mês após
a dose, ela provoca uma reação típica
no braço do bebê vermelhidão e,
em seguida, uma ferida. É o comprovante
de que funcionou. Se a reação não ocorrer
até os seis meses, é bom levar a criança
para um teste específico, que indicará se ela
deve ou não ser revacinada. Em geral, a BCG não
provoca mal-estar ou febre. Até cicatrizar, é
só lavar o local na hora do banho.
|
Eneida
Serrano
|
 |
| REAÇÕES:
Os pais devem conhecer os efeitos das aplicações, como
febre variável e vermelhidão |
Outra
vacina importante é administrada contra a hepatite
B. A maioria das crianças não apresenta reação
a ela. Mas pode surgir uma febre baixa que deixa o bebê
manhoso. É melhor conversar com o pediatra antes de
dar um antitérmico. Na lista, também está
a tríplice DPT. Ela é contra difteria, tétano
e coqueluche. Também podem ocorrer efeitos. A febre,
de intensidade variada, aparece nas primeiras 24 horas. Às
vezes, dura dois dias. Caso persista, é preciso consultar
o médico. Se ela for alta, antitérmicos receitados
pelos especialistas e banhos mornos ajudam. Compressas quentes
sobre o local da vacinação aliviam a dor e o
inchaço.
O
pacote de proteção inclui ainda a Hib, que protege
contra o Hemophilus influenzae B, o agente causador
da meningite tipo B. Pouquíssimas crianças apresentam
reação a essa vacina. Porém, se ocorrer
febre e o bebê ficar prostrado e choroso, é necessário
recorrer ao pediatra. Não se pode esquecer que a criança
também deve ser vacinada contra o sarampo. Entre uma
ou duas semanas após a aplicação, pode
surgir febre, de intensidade variada. Em alguns casos, a temperatura
elevada vem acompanhada de vermelhidão na pele, no
local da vacina ou em várias regiões do corpo.
A reação é benigna e desaparece rapidamente.
| NA
DATA CERTA |
 |
| CLIQUE
NA IMAGEM PARA VER AMPLIADO |
Gotinha
Além dessas vacinas, há também
a Sabin, a gotinha contra a poliomielite que não apresenta
nenhuma reação. Para os papais mais preocupados,
é importante saber que as manifestações
de febre ou vermelhidão depois da aplicação
de algumas vacinas são reações naturais.
Entretanto, se as reações forem acentuadas
e exigirem mais cuidados, é bom recorrer ao pediatra
rapidamente. Em casos muito raros a tríplice, por exemplo,
pode provocar convulsões, avisa a pediatra Ana
Paula Beltran Moschione Castro, especialista em alergias e
imunologia. Nesses casos, é claro, é obrigatório
procurar rapidamente um médico. Mas deixar de vacinar,
jamais. 
|